Não sei como vos agradecer, a quem me leu, a quem me ouviu, a quem chorou comigo e claro a quem celebrou. penso que este blog está quase a fazer um belo ano, é penoso fechar este ciclo, este convite para um cimbalino estende-se a todos vós, vamos beber um para e pensar, meter os pontos nos is os traços nos ts, a conversa em dia, o tête-à-tête, o face to face e isso tudo aqui, nesta mesa, neste local, neste café.segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Está na hora
Não sei como vos agradecer, a quem me leu, a quem me ouviu, a quem chorou comigo e claro a quem celebrou. penso que este blog está quase a fazer um belo ano, é penoso fechar este ciclo, este convite para um cimbalino estende-se a todos vós, vamos beber um para e pensar, meter os pontos nos is os traços nos ts, a conversa em dia, o tête-à-tête, o face to face e isso tudo aqui, nesta mesa, neste local, neste café.terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Leva-me
Estou tão cansado, que gostaria de imaginar que um táxi viria me levar pelo resto desta viagem, deixem-me ir, gostava tanto que o meu peso fosse suportado por esse veiculo, conduzido por alguém que não conheço e que não me conhece, com conversa fiada até ao fim da viagem, sem expectativas de nos conhecer-mos, gostava tanto, táxi leva-me daqui, tenho tanto frio, para bem longe, muito longe, mesmo muito longe, de forma a que ninguém me veja mais, me diga mais, me peça mais.domingo, 19 de dezembro de 2010
Um pouco de nada
passamos a conhecer como o "inimigo", provou-me que um ideal básico que costumo preservar está a ser corrompido por um egoísmo, como preservar os ideais e esquecer a nossa natureza humana, errar e poder errar, notei que em palavras naturezas são moldadas e que as mesmas são destruídas, vivemos para isto construir e destruir? Não quero de maneira alguma trazer mais literatura de bolso, questões existenciais de capa da Tvguia nem nada do género, quero discutir comigo mesmo, e perguntar-me como e porquê? A busca de saber ou a busca de aceitação levou-me a tantos sítios, já gritei ideais e palavras de ordem em pé, já insultei, eu próprio já destrui sem saber ou sem querer acabamos por destruir. Mas no fim de contas, uma conclusão minimamente estranha e carregada de simplicidade, as coisas que aprendemos e interessam e que acabam por ser importantes no nosso dia-a-dia e a forma como tomamos o próximo passo são nos transmitidas de formas irónicas, de gestos contra o bom senso, de ódios e até através de discussões, não quero vir aqui armar-me em traumatizado nem em contar a minha vida pessoal por mais interessante ou desinteressante que seja, mas para terem exemplos práticos, um dia um professor de educação física disse algo que me mudou profundamente, "A nossa liberdade começa quando a do outro acaba" estranho associar isto a uma figura, extremamente musculada, que era mesmo, com filosofia de tropa aplicada a jovens de 15/16 anos e que de certa forma detestava, alguém que muda a opinião dos outros em relação a si com tal golpe de saber, a outra foi uma poesia transmitida por um professor de português com quem tinha uma pequena guerra que foi um poema de José Régio oCântico Negro algo que alterou em muito a minha maneira de ver, outra foi essa mesma amiga que me disse agora, que foi "Nem todas as perguntas, têm apenas uma resposta" é verdade e a vida não e ciência exacta, a outra foi-me transmitida por um artista Angolano, tenho duvidas que a mensagem seja original dele mas pronto e parte da sua música "Atrás do Prejuízo" de MC-K e a mensagem e tão simples que dói cantarolar "Eu vou sorrir para não chorar, vou cantar para não pensar as "Malambas" desta vida", critiquem mas na procura de um modo de vida uma conjugação de tantos é o mais viável, não vamos ao extremismo, estou-me a lixar para tudo eu mando eu faço, quero e posso, não vamos ao extremismo de vamos nos subjugar a tudo o que nos atiram pois esse não é modo de vida, agora vamos a aplicação... fica para mais tarde ;) obrigado por me terem "ouvido".
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Depressão
sentado neste sofá a minha vida mantém-se estática, irrelevante, trabalhei tanto para ser mais, mas na realidade o mundo mostra-me a cada passagem da folha que não precisa de mim, e eu morro a lutar pela minha diferença, dizem que isto é a doença do século XXI, mas eu sou séptico, duro, rijo e faço ouvidos moucos a toda esta gente inteligente que dedicou milhões de horas a esta doença, desculpem-me por isso, sei que existe, aliás estou são o suficiente para me auto-analisar e ver que esta dor que sinto por todos os segmentos do corpo não pode ser provocada por uma doença normal, sinto-me mal por estar a fugir às minha obrigações, mas não aguento mesmo, não consigo, sou um idiota por isso eu sei, e por isso peço muitas desculpas, eu sei desculpas não se pedem evitam-se... mas não sei o que fazer mesmo, este verbo tem uma vulgar predilecção no meu vocabulário. o meu corpo ressente-se estou completamente dorido, a minha energia é vaga, e a minha força parca, sou uma sombra do ser que já fui, perdi a minha felicidade algures por ai e agora troco-a por dinheiro, saúde e lágrimas e vendo isto ao desbarato completo. estou tão apático que não consigo pensar, mexer ou vaguear pelas ruas.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Modelo
Hoje lembrei-me do modelo dos 5 estágios da dor de Kübler-Ross, e lembrei-me que posso muito bem estar pelo segundo, eles são:sábado, 11 de dezembro de 2010
Pensar no que não devo
Quando chegamos à cama, e nos defrontamos com o dilema, falta de sono, pensamos em tudo, inclusive no que não devemos, é verdade, no entanto raramente penso no que não devo, claro que se pensas que o que não devo é pensar em ti, então na tua perspectiva estás correcta, na minha perspectiva, eu devo pensar em ti, devo porque tenho saudades, porque te sinto, devo porque se não pensar o que aconteceu entre nós não contou para nada, devo porque as marcas que ficam iram morrer comigo, e nada mais importante neste mundo que pensar nas cicatrizes que temos, e adquirir experiência com elas.sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Algures
E quando a saudade aperta, e quando a saudade aperta e se propaga pelo meu corpo cansado, e eu, tão cansado, não consigo lutar contra ela, que maliciosa força tem esta saudade.terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Voar
Se eu pudesse voar, descobria a magia em mim, lembram-se daquele som do lince que aparece no album poesia urbana?É isso mesmo, que queria voar, de modo a descobrir a poesia em mim, encontrar um novo mundo assim.
Não sei explicar porquê voar, o céu fascina-me, não por aquela sensação parva de liberdade, não por comparação com os passaros, não existe liberdade pura, logo o céu não dará liberdade nenhuma, à sempre limitações.
Acho que é um pouco a vontade de passar para lá do horizonte, para lá do que os olhos vêm, porque algures no mundo pode tar o que procuro realmente, o que é não sei, e ultimamente os meus sonhos têm sido difusos, entre aquele lar com uma familia pequena mas unida, aquela casa com vista para o lago onde vivo sozinho e passo a vida a ler livros, entre aquele ritmo frenético da cidade que me revolve a insónia e mantém-me acordado ao sono profundo da estepe de uma montanha, muitos sonhos, muitos caminhos, muito tudo, tenho-vos a dizer apenas isto, o amanhã é imprevisivel.
São sonhos, e eu não passo de um navegante perdido no seu mar, à procura de bom porto.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Abrir mão....
Abrir mão, uma e outra vez... E mais outra.... E mais outra..... E a cada rodada deixar cada vez mais de mim, cada vez mais, e mais, e mais, e mais, até não restar nada, eu já não me reconheço, quem é este idiota amorfo, cara pálida, sorriso descaido, que me enfrenta todos os dias no espelho, onde estás? onde estou? gostava de me voltar a encontrar, gostava de ver de novo aquele por do sol, sentir a calma de uma voz que nos afaga noite fora, recuperar-me, para isso preciso de ajuda, preciso de encontrar a felicidade, não estou com pressa, mas adoro a sensação de não estar só, ter um abraço onde voltar, um abraço onde acordar, mas o que tenho eu a dar? o corpinho do Diogo de 16 anos? não, a alegria quase contagiante do de 6? não, a inteligência sensata do de 20? não, perdi-me, perdi-me muito, desapareci, agora no meu lugar está alguém que segue outra pessoa em medo da perder, que é isto? um idiota chapado, uma alma burra, sem noção do seu valor, sem nada, um gajo que fica de mau humor e só por isso todos os que o rodeiam pagam? Este idiota olha-me com aqueles olhos de carneiro mal morto todos os dias ao espelho, e eu só me apetece agarrar no taco de baseball e espancá-lo até a morte, devia morrer, devia morrer, idiota de merda, cabrão, onde deixei a minha ultima parte? só posso ter perdido a minha ultima parte agora, porque nunca me odiei tanto, e por falta de coragem tenho que viver assim, foda-se, com esta imagem que eu não sou, onde deixei a minha ultima parte? Se alguém viu partes de mim por favor importa-se de mas devolver? Obrigado....É que ando farto de abrir mão daquilo que gosto, ando mesmo farto de abrir a minha mão ao que adoro, de largar e nunca mais olhar para trás, estou tão cansado disso, e já abri mão de tanto, tanta coisa que me fazia feliz, e continuo a tentar achar substitutos para essas coisas que não posso ter, e acabo por me ferrar mais, não criar expectativas quando se tem tão pouco é dificil, muito dificil... A sério, eu não tenho o que tu tens, não tenho onde voltar, o que me espera todas as noites é uma casa vazia, ou com alguém que não chega para me aquecer, e todos os raios de sol para mim são poucos, e eu tento agarra-los a todos, com toda a minha força, e quando esses raios desaparecem, eu caio sem ter onde me agarrar, eu não queria criar expectativas, mas este ser, agarrou-se demasiado, e assim fiquei... Desculpa.... A sério se virem por ai pedaços de mim, devolvam preciso tanto deles..... Ficam então com o dedicado à pessoa com quem deixei a minha maior fatia.... directamente do meu primeiro livro...Prefácio do primeiro capitulo: Sinto a tua falta
Sinto a tua falta, nas noites sem fim, naquelas em que não consigo dormir, sinto a tua falta, para te chatear, para te acordar, ouvir-te resmungar, para me sentir vivo e morrer por te magoar, sinto a tua falta, por que me sinto culpado, pisei-te quando devia ter-te erguido até ao pedestal, sinto a tua falta, por que me sinto sozinho e a melancolia mata-me a alma, sinto a tua falta, porque a religião é medrosa e porque eu sou infiel, sinto a tua falta porque a vida me maltrata todos os dias, sinto a tua falta, porque o tempo que passei sem te ver pareceu mais que anos, mais que dias, mais que horas, pareceu mais infinito eterno, pareceu tortura, pareceu a voz do erro no constante sussurrar do enumerar dos erros, erro 1, erro 2, quero ir onde vais, e navegar na tua sombra, na espera constante que me protejas que digas aos meus demónios que estão errados quando dizem o que não consigo fazer, quero que lhes digas que não, NÃO, ele consegue, eu acredito, quero que me mostres o orgulho, oh doce orgulho, mesmo quando nada de especial fiz, sinto a tua falta, morto dentro de mim, por te ter magoado, aceitei há muito o real valor do verbo desculpar, aceitei há muito não o dizer mais e antes o evitar, mas quando não consigo esquivar a mortal predilecção que a sua conjugação tem nas minhas frases, apenas digo sinto a tua falta.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Quero
Tantas histórias de amor, tantos livros sobre o tema, e ninguém chega a uma única conclusão, a não ser claro que existe mas depende da forma como o experencia-mos.Olá. - Diz a menina ao rapaz.
Olá. - Diz ele mirando a bola de futebol invés dela.
Nunca largas essa bola, porquê?
Eu largo-a sim, mas porque tem que ser, já nem na sala posso tar ao pé da bola.
É o teu castigo, é normal, portas-te mal.
Oh.
E o que fazes quando não tens a bola?
Vejo-te.
Vez-me?
Sim.
Porque me vês tu?
Não sei, acho que és....... - envergonhado o rapaz, reage rematando a bola contra a parede.
O que achas que sou? Não digas marrona.
Não, não é isso, sério.
Então.
Acho-te linda, tás contente agora?
Ele foge bola debaixo do braço sem saber onde ir, ela fica sem jeito, mira a parede com a marca da bola molhada e corre atrás dele.
OLHAAAAAAAAAAAAAAAAA. - Diz ela gritando.
Sim?
Como me podes achar linda se tás sempre a olhar para a bola?
Quando não posso ver a bola, vejo-te a ti, e reparo.
Mas gostas mais de quem? De mim ou da Bola?
Da bola, mas também gosto de ti, senão estaria atento à aula, e não a ti!
E quando eu quiser te dar um beijinho onde fica a bola.
A bola ficará aos nossos pés, para sentir-mos bem melhor.
Um beijinho suave acontece.
Na simplicidade deles o amor acontece mesmo que outros amores existam, e se ama-mos aprende-mos a respeitar isso, amar algo diferente não significa que nao se ame alguém apenas que ama-mos a duplicar, e com isso o nosso coração cresce.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Levemente
e levemente o sol aquece-me, mas nada que se assemelhe ao teu abraço, nada que se assemelhe à tua presença, o sol aquece-me tão pouco, e eu já não quero saber de mais nada, mesmo mais nada, nem de mim, não quero saber, quero ser eu, quero ser eu a sorrir, mais uma e outra vez, quero que me leiam como eu sou, realmente, realmente sou assim, talvez seja um raio de sol, e não te aqueça, talvez, não sei, e já perdi demasiadas horas a pensar o que pensas tu de mim, o que penso eu de mim? Penso que não sou eu, triste, derrotado e deprimido. Não sou assim, nem por um momento que seja, nem por um momento, a sério.quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Noite

E assim acaba esta noite.... EXELENTEEEEEEEEEEEEEEEEE novas caras abrilhantam a minha vida.... MUITO OBRIGADO....
Na noite, a lua oscila entre mim e o meu ser, aquele que não conheço e ele desconhece-me, perde-me de vista apesar de tão perto estar, ouvi dizer que as amizades cultivam-se, e regam-se com palavras, então eu já farto de as deixar morrer, por falta de aptidão para jardinagem, vou regá-las, o suficiente para crescerem, para florescerem... começo a achar que vou ficar por cá, começo a pensar em cá ficar, arriscar e sonhar, e eu sempre fui um sonhador, e a lua sabe-o, capaz de tanto e ás vezes tão pouco faço, capaz, muito capaz, e ás vezes, nada, a lua viu-me em várias noites a mudar de rumo, um dia futebol, outro rádio e música, e ainda imagens e brincar com elas, computadores, electrónica, sou capaz de tanto, arghhhhhhhhhhhhhhhhh ás vezes sou um idiota que nada faz, sinto que ás vezes preciso que alguém me foda a cabeça e me enquine para um caminho, arghhhhhhhhhhhh, adoro o mundo e mesmo assim ás vezes sou capaz de o odiar, adoro aqueles que me rodeiam e ás vezes sou capaz de os tratar mal, sou um idiota, bahhhh, e aqueles que passaram pela minha vida, também os adoro, mas ás vezes esqueço-me, ás vezes desejo que me gritem que me insultem para saber que estão xateados com o que faço mal, desejo que o façam mais vezes, deixem-me de rastos, vá-la para saber....... força............ façam-no eu encorajo-vos, para que saia desta casca amorfa, foda-se.................................
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Homem
Sem aquela inspiração provocada pela lua... mente vaga e vazia... deixo-vos com o homem, pequeno conto que escrevi.Do edifício mais alto, coberto de insónia, fixa o homem a bruma das ruas, o atabalhoado trotear das gentes, fixa não por querer ver mas sim porque tal fadiga o mata, e ele fixa, na tentativa de dormir, descansado, só mais uma vez.
Na terra em que vivemos, nesta terra, existe um homem, aliás vários homens, que há noite olham por nós, dos edifícios mais altos, dizem que eles próprios construíram, mas é mentira, pagaram a outros homens, e máquinas, e mulheres para os fazerem, estes os homens que estão lá no topo, estão apenas lá porque o sono não lhes toca, são brilhantes, tal como as estrelas, mas querem sempre mais, mais brilho, como o sol, muito mais, para que na sua retaguarda nunca se veja sombra apenas mais luz, estes homens a quem o sono não toca, têm responsabilidade, em relação a todos, mas mais que tudo em relação ao capital, é o que chamam ao dinheiro, eles pensam em formas de fazer mais, eu que olho, com olhos de sonhador, para o alto dos seus edifícios penso que é preciso apenas, papel e uma máquina muito especial para fazer mais dinheiro, tal como tinta, mas eles não eles querem fazer mais sem papel, usam máquinas, e esquemas, mas muitas vezes máquinas, com muitos números, que se enrolam noutros números e dão números maiores, hoje a insónia debate numerários astronómicos, como o sol ou as estrelas, é por isso que vivem em majestosas torres, querem estar mais perto dos astros que tentam encandear com o próprio brilhantismo.
Hoje ele olha em busca de ideias, mas morre de sono, com medo que uma jogada errada os faça cair de tal torre, feita por eles, ou paga por eles, eles podem cair, como anjos sem asas, desamparados, caídos de cadeirão tão elevado que trespassa nuvens e toca o limite do céu, a fronteira entre o que é terrestre e o que ao vácuo impiedoso do espaço pertence.
As ideias deste ser custam dinheiro, a outros, a todos, por isso ele existe, é filho sem pai, sem mãe, é órfão adoptado por impiedoso capital, razão de viver, crescer mais alto que os outros para então cair, do cimo, sim porque este homem hoje consumido pelo sono e insónia luta por lugar em tal monte Olimpo, luta contra as suas próprias dores para nunca mais voltar a pisar o chão, luta, tal como nós que navegamos sobre a terra, trabalhamos para que ele possa ter ideias, trabalhamos para que ele não tenha que descer de seu pedestal, trabalhamos por mais que comida, água ou electricidade, trabalhamos para pequenos espasmos da vida lá em cima, por vislumbres da vista de tal ser, sem medo da subida ou da queda, mas ele que já está há tanto tempo lá em cima teme, teme por relembrar a tenebrosa relação com a gravidade, e ela ninguém lhe escapa, e tu não serás excepção, ó ser.
Cais-te.
Do edifício mais alto, coberto de insónia, fixa o homem a bruma das ruas, o atabalhoado trotear das gentes, fixa não por querer ver mas sim porque tal fadiga o mata, e ele fixa, na tentativa de dormir, descansado, só mais uma vez.
Homem, eu já vi muitos como tu cair, agora abandonados pelas ruas que caminho com honra de ser humano, pedem perdão e rastejam, puxados pela gravidade, pela realidade, pela terra, pela lama, pela areia e pela pedra que cobre os labirintos citadinos.
Não temas, homem, não temas, porque eu, ser que vez de cima, e eu que te olho de volta cá debaixo, estender-te-ei a mão e levantar-te-ei, ajudando-te a sacudir o pó que te cobre, e dir-te-ei que até os anjos caem.
C’est Fini.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Ontem à noite

Quem sou eu?
5 anos

domingo, 28 de novembro de 2010
Memórias (excerto)

Adoro esta parte do meu livro... por isso transponho-a... o livro funciona por histórias, que cortam a linha temporal, vou juntar 2 partes para esta história fazer sentido... peço desculpa se for muito para ler...
21/04/2002 – Rodrigo
Acabei de aterrar em Newark, New Jersey, apanhei um táxi para a cidade, tentar comer qualquer coisa, pedir para me levar até ao cruzamento entre a West 52nd Street e Avenue of the Americas, há por ali um Starbucks, e é próximo do edifício da Time, não é o meu café favorito mas tem wi-fi gratuito e eu estou a precisar de ir a net, a viagem parece nunca mais acabar, 10, 20, 30, 40 minutos, transito, 50 minutos, e já sinto o bater quase rítmico da avenida e dos carros e seus transeuntes, estamos perto do Rockefeller Center, Rádio City Music Hall, estamos no coração palpitante da grande e sumarenta maçã, o meu motorista de ascendência Jamaicana fala sobre a terra dele e como é em Kingston, eu também divago um pouco sobre Yamoussoukro e Lisboa e Maputo, até que chegamos ao meu destino um pouco dentro da West 52nd Street, pago-lhe 70 dólares, ainda fica com cerca de 4 dólares de gorjeta, saiu e dirigi-mo para avenida a fim de encontrar o meu destino e saciar o meu corpo a fraquejar, no café é uma aventura completamente diferente, a variedade de escolha é arrebatadora, eu com os meu fracos conhecimentos de química ou culinária tento pensar numa mistura de café, leite, creme e açúcar ou adoçante ao meu gosto mas falho completamente e rapidamente a frustração apodera o meu corpo e desisto optando por um simples galão de café negro e leite com açúcar, ou Latte como é conhecido por terras do tio Sam, nunca tive tempo para explorar este nome mas é claramente italiano, aliás significa leite se não me engano, para comer mais uma vez uma enorme diversidade, mas desta vez perco a paciência antes de tentar escolher e aponto para o primeiro sinal do preto do chocolate, o empregado apressa-se a confirmar se o que eu quero é o Chocolate Muffin, e eu abano a cabeça afirmativamente, o rapaz pergunta se é para levar e recebe também um abanão de cabeça com a resposta contraria, o meu corpo está a pedir por alimento, a minha mente preocupada com tudo o resto pede por ir há internet ver se as minhas fontes tinham descoberto algo sobre o que se passou na Costa do Marfim, o rapaz do Starbucks faz a conta a velocidade expresso e pressiona-me a despachar-me a pagar, nesta euforia do jovem uma voz feminina e tímida debita um quase inaudível “Hello”, eu muito contra o meu primeiro instinto de ignorar, poderia não ser para mim e faria figura de parvo, poderia ser alguém que eu não quisesse trocar duas ou três palavras sem sentido ou significado, reviro os olhos, a cabeça e por fim o corpo num demorado girar completado por um surdo gemer de dor provocado por o meu corpo cansado e atrofiado, nesse instante quando enfrento a mulher arrependo-me de não ter seguido o meu primeiro instinto e ignorado o comprimento, não que não fosse para mim mas sim alguém que não queria mesmo, mesmo, trocar duas ou três palavras, ela olha timidamente os seus próprios atacadores respira fundo e ganha coragem de me olhar nos olhos, o empregado da loja pressionava-me para rapidamente lhe dar a nota que iria cobrir o devido pela comida e o café, ela olha-me e eu viro a cara para pagar, 7 dólares um mísero café e um bolo, Nova Iorque é cara mas também as pessoas não ganham mal o que dá para equilibrar, volto-me de novo para a rapariga de face familiar, já tinha pressentido pela voz que a jovem era alguém conhecido mas agora confirmara, era uma estagiária da revista Life com quem eu passara alguns momentos, digamos mais íntimos, e que claramente não me tinha ainda ultrapassado não venho a NYC à pelo menos 3 meses e não a vejo desde a festa de natal da Time, mas mesmo assim não me esqueceu, e continua tímida e eu tenho um “soft spot” para raparigas assim, o empregado volta a pressionar-me desta vez com o troco suspenso no ar sobre a sua mão enquanto me chama, eu na pressa de evitar um confronto e receber o dinheiro do rapaz peço-lhe para embrulhar o pedido para levar, o que ele faz no que me pareceu uma hora, mas que na realidade foi um milésimo de segundo a sua celeridade espantou, e nesse momento quando eu me preparava para bater em retirada a rapariga talvez com medo que me fosse embora ou de perder a coragem, faz a pergunta, e eu com um beijo suave na face em jeito de despedida, digo-lhe junto ao ouvido que falamos depois, ela responde com um sorriso conformado, eu recebo o troco e o saco com o café e o queque e retiro-me, já na avenida chamo efusivamente um táxi, que pára para me deixar entrar, onde me sento um pouco aliviado e traço como destino o meu apartamento em Brooklyn, mais uns 20 dólares de táxi, esta cidade é cara, mais uns 40 minutos de viagem e transito e mais viagem, chego subo os 9 andares do meu prédio, pelo elevador é claro, chego a casa pouso o saco com o café já frio e o queque e caiu sobre a cama, sem forças sequer para me despir, adormeço, sem ligar ao barulho que os vizinhos faziam, às ambulâncias e sirenes das unidade policiais, e fico por ali a descansar até a cidade me querer chamar pelo toque do telefone.
11/05/2002 – Rodrigo
Bem o jantar ficou combinado mas sinceramente ainda não sei o que lhe dizer, sinceramente ainda estou um pouco atraído por ela e o encontro no Starbuck’s não ajudou a passar esse sentimento, o seu jeito tímido atinge-me inexplicavelmente no âmago, vamos ver no que isto dá, o restaurante é bom e eu comprei uma rosa branca e ela está atrasada, pois ás vezes acontece-me, mas quando vou a levantar-me ela entra pelo restaurante, e “uau” lindíssima, agora já sei o que o Bugs sente quando vislumbra a Lola, vinha com o cabelo apanhado, um top meio decotado muito simples azul, calças de ganga cintura descaída e umas sandálias de salto alto, simplesmente espantosa, muita gente me diz que tenho que dar umas pausas ao fotografo em mim, estava ali e trouxe a minha máquina e não resisti a tirar uma foto à minha companhia a câmara não era a melhor era uma Canon Powershot doméstica, decidi não levar a D30 dificultava muito a minha mobilidade e não era nada bom para o meu estilo andar com o saco dela atrás, então decidi por esta que a Canon me ofereceu quando comprei a D60, sempre fui bom cliente da marca nipónica e eles não esquecem os bons clientes, já estou a divagar, mas a foto ficou muito boa, pela naturalidade da cena, ela com a sua timidez ao ver-me carregar no botão esconde um pouco a cara e na sala dois homens que aparecem na direita da foto olham-na abismados, o contraste perfeito para a beleza pura e atracção que provoca nos outros e em mim, mas como fui o fotografo não fui capturado neste enquadramento, felizmente, ela continua a avançar para a mesa, eu levanto-me e como um cavalheiro, que não sou, afastei a cadeira para que ela se pudesse sentar, e sentei-me logo a seguir, ela agradeceu e pediu para ver a foto na câmara, eu fiquei com medo que ela apagasse a foto então fiz-me desentendido, mas ela garantiu-me que só queria ver se estava bem, pedi-mos eu lasanha e ela salada, vinho verde para acompanhar e a noite correu a partir dai, fala-mos, ri-mos, bebe-mos demasiado, pedi-mos ao maître que chama-se um táxi para cada um, quando chegou o primeiro táxi apressei-me para abrir a porta para ela poder entrar, quando chega o segundo táxi que para por trás o maître faz um sinal para que aguarde enquanto me despeço, aproximei-me para lhe dar um beijo na bochecha empoleirado na porta mas ela antecipa-se e rouba-me um beijo na boca e em surdina pergunta-me se quero ir até casa dela, eu ainda sem resposta para o que acaba de acontecer abano a cabeça afirmativamente e ela prontamente clarifica que é apenas para um café, o maître ao ver-me entrar no táxi com a May pergunta se ainda vou necessitar do segundo veiculo ao que respondo que afinal não, dou 20 dólares ao anfitrião, 10 de gorjeta e 10 para compensar o outro motorista pela saída em falso, neste reboliço o nosso arranca e metemo-nos a caminho e ela olhava pela janela do meu lado enquanto cantarolava uma musica que andava pelos tops, fallin’ se não me engano, ela cantarolava, olhava para mim sorria e voltava a olhar pela janela, felizmente ela vive em Manhattan e a viagem não foi muito longa, resta-nos uma subida de 3 andares que eu sinceramente não sei como fiz mas consegui «intacto, ela tropeçou algumas vezes mas também conseguiu e ainda me encostou duas ou 3 vezes à parede e beijou-me, aliás uma dessas vezes penso ter sido eu, chega-mos à porta que demorou um pouco a ser aberta, entre beijos e amasses, parece que o café fica adiado para amanhã de manhã, entrámos caiu-mos sobre o sofá, e rapidamente as mãos dela encontraram o caminho até as minhas costas ignorando a camisa que pediu para tirar três segundos mais tarde não sei o que me excitou mais se a cara dela enquanto o pedia, olhos semi-cerrados como quem já só procurava por tacto e a morder o lábio inferior ou se as mão dela que já me desapertavam o cinto, sei que o cinto caiu sobre a camisa e eu peguei nela ao colo e levei-a até ao quarto onde ela tirou o top, nunca usava soutien fora do trabalho não precisava são perfeitos os seus seios e no trabalho só usava porque era politica da empresa, rapidamente tomou uma posição de controlo sobre mim enquanto tirava-me as calças estava completamente molhada, notava-se pela forma como forçava os botões das minhas calças e como ficou frustrada ao não conseguir desabotoar o terceiro, desabotoei o resto das minhas calças e ela tratou das dela, já só sobravam os meus boxers e a tanga dela, nunca a tinha visto assim sempre se revelou ser um pouco tímida até na cama tal como na vida real mas hoje soltava um pouco da frustração de eu ter passado tanto tempo sem dar noticias, estava ainda no controlo e enquanto me beijava cravava as unhas no meu peito até descer com as mãos para dentro da minha roupa interior e começar a acariciar-me eu também lhe acariciava os mamilos e com a outra mão na cintura dela meio a agarrar de forma a criar alguma ilusão de controlo da minha parte, largou-me os lábios e língua, agarrou-me no pénis, desceu-me os boxers e chupou-me ora ai está algo que nunca me tinha feito também, apesar da minha insistência no passado, tive que me agarrar ao edredão com toda a minha força para me impedir de vir, ela ao ver o meu esforço pára dá uma pequena gargalhada um pouco para o cruel enquanto eu inspiro bem fundo, ela levanta-se um pouco despe a ultima peça de roupa e senta-se em cima de mim sem me dar tempo para respirar e eu agarro-me de novo com toda a minha força desta vez as barras da cabeceira da cama e esforço-me para não gritar um “Fuck” audível no bairro todo, enquanto ela começa a cavalgar, parecia faze-lo em jeito de vingança misturada com uma enorme tesão, eu por outro lado pedia a Deus por 2 segundos para respirar enquanto ela continuava com os “Yes, yes, yes” e finalmente parecia ter-se vindo, abrandou e disse-me que estava todo vermelho, respirei bem fundo, agarrei-a pela cintura e metia-a por baixo do meu corpo deitada sobre a cama como que encaixados recomeça-mos mas desta feita ao meu ritmo, sinto-a gemer enquanto acaricio o seu corpo, mamas e com pequenas mordidas na sua orelha deixo-a na mesma situação em que eu estava à pouco, agarra-se às almofadas com bastante força e enquanto a penetro, 5 minutos, 10 minutos, 30 minutos já não sinto as pernas nem toda a zona do quadril mas ela ainda geme e diz-me para não parar, 40 minutos e já não aguento mais, penso que ela já se veio algumas 5 vezes e eu estou prestes a vir-me, penetro-a o mais fundo possível e depois de me vir é que me lembro que não usámos protecção mas rapidamente rebolo para o lado e apago completamente.
12/05/2002 – Rodrigo
A cidade nunca dorme, e pelas 5 da manhã o ritmo já é acelerado, sai meio à socapa, depois ligo-lhe a explicar, agora tenho que ir até ao meu apartamento e pegar nas minhas coisas, tenho voo para Amesterdão pelas 9 horas.
sábado, 27 de novembro de 2010
Perdido no mundo

eu tento... eu tento com toda a minha força... tento sorrir... tento brincar... tento ser eu... tento dar o que me dão... mas quando chega a minha vez de querer??? um pouco mais... é difícil sorrir quando o meu coração aperta... é difícil sonhar quando mais um pesadelo é o que vivo... é tão difícil ter este coração tão grande, é o melhor que tenho e será o que me vai destruir... eu sei... posso ser um completo idiota ás vezes... ok muitas vezes... eu reconheço os meus erros... reconheço-os... todos... e acarreto as criticas com um pesar enorme... realmente avariado... eu sabia... é a conclusão que chego... não mereço metade do que tenho... pois não dou graças a isso... quero sempre mais... feito idiota...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Por do sol

numa praia pela zona de peniche... ela pergunta-lhe a pergunta que a resposta é tão simples... gostas de mim??? ele sorri, olha o mar, e o laranja do sol prestes a se deitar ilumina a sua expressão feliz, gosto... escusado seria dizer que ele a ama... escusado seria dizer que ele a quer... escusado seria dizer que aquele sorriso tolo era causado por ela... ela sem mais perguntas encosta a cabeça no seu ombro... e sorri também... tão simples gesto de mostrar amor... de mostrar-lhe que ela quer estar com ele... sem pensar no fim... nem no inicio... que apesar de tudo coincidia em data, com uma ligeira diferença... 2 anos mais tarde... e o sol progredia numa solene marcha até ao oceano atlântico... e ele olha à sua volta sem vislumbrar viva-alma... ela enrola-o num abraço adornado por beijos carinhosos no seu pescoço... ele sorri mais intensamente... ela também... e ai surge um beijo... maravilhoso... saboroso... e ambos embalados continuam... sem vontade nenhuma de parar... pelo menos não nos próximos minutos... deitam-se sobre duas toalhas... e de olhos fechados focam a alma um do outrol... as mãos perdidas um no outro... vagueam... provocam... desconcentram... o momento aquece para além da temperatura de 30 e tal graus... eles perdem-se um no outro... nos beijos em vários locais do corpo... e tudo aquece ao ponto que a roupa perde a sua vaga conecção com os corpos... os dois conectam-se... conectam-se da forma mais forte que conhecem... e assim ficam durante uma boa meia hora... alguns gemidos... apertos fortes... depois recompõem-se... ele deita-se de barriga para baixo a ver o por do sol... ao que ela corresponde recorrendo a uma caneta de feltro que ele tinha na mochila... escreve-lhe nas costas a tatuagem mais permanente que alguem pode fazer a outra pessoa... dedica-lhe amor... e mais momentos assim... deita-se sobre ele... junta os seus lábios ao seu ouvido e diz que o ama... depois diz... o horizonte é longiquo e inalcansável, não é? ele sorri... respira fundo... e diz, é, mas o que nos impede de tentar ultrapassá-lo? e assim ficam... até o sol desaparecer...
eles separaram-se... mas ficaram com este momento para recordar... para lhes trazer mais um por do sol quando as sombras procuram desconcertar as suas almas... ele voltou lá uns anos mais tarde... viu o por do sol... sozinho... e não o achou bonito... ela fez o por do sol brilhar muito mais... e chorou um pouco... porque devia... porque sabe que a felicidade perdida deve ser chorada...
esta história é real... e os corpos dos dois ainda estão deitados naquela praia... a ver um por do sol infinito... aqueles dois que agora não existem mais... amaram-se... e morreram amantes... antes de se tornarem noutras pessoas... e seguirem caminhos diferentes... chorar é bom... significa que temos algo a perder e que temos de lutar para manter... quero dizer a estas duas pessoas... obrigado... arigato namaste
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
A vida é um carrossel

Como vos posso explicar o meu estado de espírito actual, a minha definição é BAHHHHHHHHHHH. ontem de manhã acordei abraçado a uma pessoa, hoje com uma barreira entre nós e amanhã nem juntos vamos estar, duvido que os nossos corpos voltem a tocar a mesma cama simultaneamente, não estou minimamente confiante de ser escolhido, deixei hoje ao sair dessa cama escorrer uma lágrima com aquele sentimento de que foi a ultima noite juntos que provavelmente dei-te o ultimo beijo naquele mesmo sitio, e o meu cérebro força a separação do que possivelmente foi a ultima caricia, fecho a porta por trás de mim, e a minha cabeça voa para longe, tão longe, perdido na rua demoro a escolher uma direcção, e a minha mente longe, tão longe, o meu peito aperta, e eu respiro fundo, o frio corta-me o nariz, nas asas do pensamento vim até quase às 5, um dia longo, outro, e o meu peito aperta neste momento, tenta esmagar a minha esperança, esse pequeno e poderoso feixe de luz que a minha alma luta para proteger, o corpo doi-me, e algumas lágrimas acham o caminho para fora de mim, o que fazer? o que pensar? os prós e contras, e como se o diabo e o anjinho, o tiko e o teko discutem dentro da minha mente, diz o teco - tu nem tavas apaixonado por ela, porque tás assim? tico - não, mas podia me apaixonar. - Podias mas assim é melhor... - Como melhor? Gostava de ter a chance de me voltar a apaixonar, voltar a ter outra pessoa com quem partilhar o sono, um beijo, um abraço, e eu raramente acho alguém que queira mesmo ter ao pé de mim. - Isso para a cama qualquer gaja serve... és parvo há mais peixe no mar. - Gosto mais de calor sincero, e beijos verdadeiros... mas isso são gostos né? - És um idiota pah, fico lixado de ser um neurónio num sitio em que pensam como tu, tantas mulheres ai e tu assim. - Sim elas são muitas, mas eu procuro gente unica, com um brilho unico. -Fdx.
A minha vida não passa de um carrossel, uns dias feliz, nos seguintes não... que pena... que pena...
hey cya later
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Passo a explicar
sábado, 20 de novembro de 2010
ultimo cigarro.....
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Anjos....
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
triste.....
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Mudando de assunto, futuro
sábado, 16 de outubro de 2010
Incompleto
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
o que sentir?
domingo, 3 de outubro de 2010


sábado, 2 de outubro de 2010
Sinceramente
Fazes-me tanta falta miuda... Mas nao quero dor, culpa ou ressentimento. Um dia talvez na rua nos ultrapasse-mos como desconhecidos íntimos, por enquanto decido não me dar a ninguém, estou impróprio para consumo, ninguém merece nada estragado e eu estou em farrapos...... Ao céu azul adeus, venha a chuva conceder a minha alma uma correspondencia monocromática que se mantém firme em mim.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
desabafo....

quarta-feira, 22 de setembro de 2010
pode ser....
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
fill it
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Arigato


Já desde julho que não escrevo aqui..... hummm deixo aqui uns desbafos para o caderno negro...... deixo também as paginas permitidas do mesmo.....
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
coincidência......
dentro da minha mente ouve-se
FODA-SEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
mas até os pacotes de açucar???? que mal fiz eu aos pacotes de açucar.... ok amachoquei vários.... mas é um objectoooooooooo.... não devia ter estas mensagens potencialmente suicidas...... sublinarmente cortantes..... bahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh........
e esse dia é no rock in rio????? ok ela foi, as minhas ex foram, que merda.... todas ao mesmo dia.... que mega merda..... COMO É SUPOSTO ISSO ACONTECER????? não é.... pronto a mensagem está mal... o dia passou perdi a minha chance...... brutal... ouviste pacote de açucar não tenho obrigação nenhuma para contigo............. TOMAAAAAAAAAAAAAA....... bahhhhhhhhhhhhh
ok tenho..... mas pronto......
Ps.
quero pedir desculpa a Flávia pelo post anterior...... não te quero perder miuda.......
quero também dizer que te amo.....
hey em relação a ti.... sim tu.... um dia digo o que sinto por ti..... ouviste??? sabes há quanto tempo sonho com o nosso primeiro beijo?? bahhh nem imaginas.....
domingo, 4 de julho de 2010
Cya.....
domingo, 27 de junho de 2010
Running away from love
Running away from love.....
somebody come to me running around like a crazy fool
and all these years
i've been running from u
and all these yearsss
comin from this fool
i say... i found u again
but is all to shambles
and those walls, those walls
are crumbling
and i'm too hurt to do anything
my heart is full of holes
like those fools in the flicks u see
burned down
i stop to cry
reminising in the dirty sky
and i stopped to cry
reading somebody letters
learningggg that might exist
realizing that u back
for more sins....
and i changed my directions
all my dreams an my erections
to somewhere full
full of love
im fool for u
and is not even about the sex
i say i dream it with all the x
but all i see, is your eyes in my pillow
feeling light again
feeling like i care
for u
somewhere full
maybe i'm somewhere full of u
..........guitar.......
coffe and sugar
waiting for better days
and i dont know why u came
i dont know why u came
again
stupid cardboard cupid
running around like a joke...
but not for me.. uhuh
but not for me... ohoh
quinta-feira, 24 de junho de 2010
existencia
bahhhh acho que todas as mulheres merecem ser amadas, acho que todas as mulheres merecem receber uma rosa, ninguém devia destruir o mundo de princesas em que vivem, ninguém tem direito de matar esse mundo, ninguém mesmo, e por isso peço imensas desculpas a Cris, desculpa mesmo, mea-culpa a minha melhor desculpa, de sempre, juro-te, queria dizer-te que te amo.... mas espero... com esperança...... muita mesmo.... não me como por dentro, nessa altura....
só queria dizer num entanto isto..... hey.... estou apaixonado por ti..... eheheh beijinhos......
quinta-feira, 10 de junho de 2010
o que não disse
terça-feira, 8 de junho de 2010
hora de trabalhar
atingem a garganta que presa
retêm-a voz para as dizer
repetir, rever, reler
não quero muito mais palavras
só quero as certas
talvez um dia sejam palavras
o que entendi em ti
com vozes caladas
desenhas na pele aquilo que escrevi
mas que tempo, mais que tu
ser espaço mas sem lua
espaço vazio
repetes sem brio
o que não são palavras,
talvez seja som do movimento retido
sei apenas que um dias serão palavras
e não tempo perdido
