segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Está na hora

Não sei como vos agradecer, a quem me leu, a quem me ouviu, a quem chorou comigo e claro a quem celebrou. penso que este blog está quase a fazer um belo ano, é penoso fechar este ciclo, este convite para um cimbalino estende-se a todos vós, vamos beber um para e pensar, meter os pontos nos is os traços nos ts, a conversa em dia, o tête-à-tête, o face to face e isso tudo aqui, nesta mesa, neste local, neste café.

O convite estende-se e fica pelo ar, e estende-se pelo tempo, portanto a qualquer altura, vamos a isso.

Mas está na hora de fechar este cantinho, encerrar o ciclo, as vitórias, em retrospectiva menos que as derrotas, mas eu só escrevo as saborosas, as tristezas escrevo muitas, mesmo muitas.

Isto começou contigo ana e a acaba na sara, os meus ciclos amorosos, talvez as minhas musas, as musas duram pouco, hey o convite como já disse está por ai a voar, pago eu.

Obrigado por esta viagem, e os desabafos que ouviram, muito obrigado. A luta continua. Até um dia.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Leva-me

Estou tão cansado, que gostaria de imaginar que um táxi viria me levar pelo resto desta viagem, deixem-me ir, gostava tanto que o meu peso fosse suportado por esse veiculo, conduzido por alguém que não conheço e que não me conhece, com conversa fiada até ao fim da viagem, sem expectativas de nos conhecer-mos, gostava tanto, táxi leva-me daqui, tenho tanto frio, para bem longe, muito longe, mesmo muito longe, de forma a que ninguém me veja mais, me diga mais, me peça mais.

Vejo a vida pela janela deste carro, lá fora -2, cá dentro bastante agradável, pego no caderno e começo a escrever, o sr. pergunta-me o que escrevo, eu digo algo, ele fica um pouco embasbacado a olhar para mim, eu escrevinho algo sobre as folhas caídas no passeio, abandonadas mas a criarem uma bela fotografia, as pessoas passam pisam-nas, sei bem o que sentem, ninguém pega uma ou duas e as adopta como planta de andar por casa, estão secas como e é claro não dão para regar, mas também merecem um pouco de água por isso é que também chove, para terem algo um conforto e um consolo que a mãe natureza lhe concede, depois de perderem ligação tão forte com a sua mãe, nisto o condutor repete a pergunta, que escreves agora, eu respondo que escrevo sobre as folhas caídas, mas que na realidade escrevo sobre tristeza e abandono, o olhar já de si sisudo do motorista cerra mais, deve pensar que sou maluco, se talvez mude de direcção e me deixe no hospital, e eu desenho a folha, sobre a folha, saberão ser irmãs nesta página, na próxima será uma relação nova, com a tinta da caneta, com outra história, com outro escape, talvez traga umas folhas, porque também merecem, isso lembra-me para onde vou? disse apenas ao taxista para me levar daqui.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Um pouco de nada

Sem grandes apresentações, agora estou a falar com uma amiga via "SMS" sobre ideais, e como as pessoas mudam e moldam os seus através dos anos, no meio deste dialogo, os meus ideais são postos a prova, eu que sinto que os meus ideais não mudam a muito tempo, e alguém que
passamos a conhecer como o "inimigo", provou-me que um ideal básico que costumo preservar está a ser corrompido por um egoísmo, como preservar os ideais e esquecer a nossa natureza humana, errar e poder errar, notei que em palavras naturezas são moldadas e que as mesmas são destruídas, vivemos para isto construir e destruir? Não quero de maneira alguma trazer mais literatura de bolso, questões existenciais de capa da Tvguia nem nada do género, quero discutir comigo mesmo, e perguntar-me como e porquê? A busca de saber ou a busca de aceitação levou-me a tantos sítios, já gritei ideais e palavras de ordem em pé, já insultei, eu próprio já destrui sem saber ou sem querer acabamos por destruir. Mas no fim de contas, uma conclusão minimamente estranha e carregada de simplicidade, as coisas que aprendemos e interessam e que acabam por ser importantes no nosso dia-a-dia e a forma como tomamos o próximo passo são nos transmitidas de formas irónicas, de gestos contra o bom senso, de ódios e até através de discussões, não quero vir aqui armar-me em traumatizado nem em contar a minha vida pessoal por mais interessante ou desinteressante que seja, mas para terem exemplos práticos, um dia um professor de educação física disse algo que me mudou profundamente, "A nossa liberdade começa quando a do outro acaba" estranho associar isto a uma figura, extremamente musculada, que era mesmo, com filosofia de tropa aplicada a jovens de 15/16 anos e que de certa forma detestava, alguém que muda a opinião dos outros em relação a si com tal golpe de saber, a outra foi uma poesia transmitida por um professor de português com quem tinha uma pequena guerra que foi um poema de José Régio oCântico Negro algo que alterou em muito a minha maneira de ver, outra foi essa mesma amiga que me disse agora, que foi "Nem todas as perguntas, têm apenas uma resposta" é verdade e a vida não e ciência exacta, a outra foi-me transmitida por um artista Angolano, tenho duvidas que a mensagem seja original dele mas pronto e parte da sua música "Atrás do Prejuízo" de MC-K e a mensagem e tão simples que dói cantarolar "Eu vou sorrir para não chorar, vou cantar para não pensar as "Malambas" desta vida", critiquem mas na procura de um modo de vida uma conjugação de tantos é o mais viável, não vamos ao extremismo, estou-me a lixar para tudo eu mando eu faço, quero e posso, não vamos ao extremismo de vamos nos subjugar a tudo o que nos atiram pois esse não é modo de vida, agora vamos a aplicação... fica para mais tarde ;) obrigado por me terem "ouvido".

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Depressão


sentado neste sofá a minha vida mantém-se estática, irrelevante, trabalhei tanto para ser mais, mas na realidade o mundo mostra-me a cada passagem da folha que não precisa de mim, e eu morro a lutar pela minha diferença, dizem que isto é a doença do século XXI, mas eu sou séptico, duro, rijo e faço ouvidos moucos a toda esta gente inteligente que dedicou milhões de horas a esta doença, desculpem-me por isso, sei que existe, aliás estou são o suficiente para me auto-analisar e ver que esta dor que sinto por todos os segmentos do corpo não pode ser provocada por uma doença normal, sinto-me mal por estar a fugir às minha obrigações, mas não aguento mesmo, não consigo, sou um idiota por isso eu sei, e por isso peço muitas desculpas, eu sei desculpas não se pedem evitam-se... mas não sei o que fazer mesmo, este verbo tem uma vulgar predilecção no meu vocabulário. o meu corpo ressente-se estou completamente dorido, a minha energia é vaga, e a minha força parca, sou uma sombra do ser que já fui, perdi a minha felicidade algures por ai e agora troco-a por dinheiro, saúde e lágrimas e vendo isto ao desbarato completo. estou tão apático que não consigo pensar, mexer ou vaguear pelas ruas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Modelo

Hoje lembrei-me do modelo dos 5 estágios da dor de Kübler-Ross, e lembrei-me que posso muito bem estar pelo segundo, eles são:

Negação
Raiva
Negociação
Depressão
Aceitação

Desconheço no entanto se a ordem para mim se aplica, pois penso que passei pela depressão e a negociação antes da raiva, tenho uma raiva enorme, desta situação, mesmo muita, estou completamente cego, a revolta que senti hoje ao ver-te foi tanta que quase senti que explodia. Mas pronto eu acho que só me falta mais um estágio aceitação.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Pensar no que não devo

Quando chegamos à cama, e nos defrontamos com o dilema, falta de sono, pensamos em tudo, inclusive no que não devemos, é verdade, no entanto raramente penso no que não devo, claro que se pensas que o que não devo é pensar em ti, então na tua perspectiva estás correcta, na minha perspectiva, eu devo pensar em ti, devo porque tenho saudades, porque te sinto, devo porque se não pensar o que aconteceu entre nós não contou para nada, devo porque as marcas que ficam iram morrer comigo, e nada mais importante neste mundo que pensar nas cicatrizes que temos, e adquirir experiência com elas.

O que penso eu então? Nos "ses" da vida, e se, ficássemos juntos? E se te disse-se que queria uma segunda chance, e que desta vez deixaria as expectativas de lado? E se me tivesses dado barra naquela noite? E se não acontece-se? E se não fosse para o mac?

Mas depois adormeço, e do mundo dos sonhos raramente me lembro, ai sim, gostava de entrar mais vezes, saber o que sonho, talvez tivesses lá, talvez não, as poucas vezes que entrei, não vi ninguém que conhece-se, vi uma vez um homem, que me disse, "o tejo que vos une, um dia vos separará", e assim foi, o rio que nos separava tanta vez que nos obrigava a transpor-lo também ditou a nossa sentença e nos separou, com feridas em ambos para o resto da vida, mas de resto, o meu eu solitário visitou a terra dos sonhos, tantas e tantas vezes, e deixou-me lá só, e ao acordar um vazio enorme, às vezes detesto dormir sozinho, por isso mesmo, e quando o vazio me consome até as lágrimas caírem? Quem suporta o meu peso, o corpo dorido, e a alma pesada, a voz cansada, e o dia pela frente! Sou forte, por aguentar isso tudo, mas sei que não irei aguentar tudo para sempre, no outro dia perguntaram-me se tenho pressa, não, ainda tenho força, e quando não tiver? O que será de mim? Talvez sim isto seja a pergunta que mais voltas me fez dar na cama. Talvez seja isto o que não devo pensar, por isso penso em ti, porque me fazes sorrir, porque adoro quando me tocas, por isso mesmo evito ir para a cama sem sono.

Talvez este homem tenha a resposta para essa questão, "penso no que não devo"


Desculpem não vos dar nenhuma literatura real, e apenas estes pensamentos dispersos, e estes desabafos, desculpem a sério, amanhã dou-vos algo de bom para ler. Amanhã ou estão com pressa?

Cya Oyaruminasai

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Algures

E quando a saudade aperta, e quando a saudade aperta e se propaga pelo meu corpo cansado, e eu, tão cansado, não consigo lutar contra ela, que maliciosa força tem esta saudade.

Lisboa, ah capital, confusão, gente, tão só, mesmo assim tão só, capital som, trabalho, curta conversa com alguém que me ajudou muito, e voltar para esta cama, desarrumada, fria, solitária, a saudade aperta, quero um bar aberto às 4 da manhã que me sirva um irish coffee, coffe & cream, capuchino, mocachino, pintcher, whatever men, whatever, musica baixinha, uma conversa agradável, um e outro cigarro, álcool, cafés, sorrisos, sorrisos perdidos, piadas parvas, silencio feliz, olho à minha volta e todos sorriem apesar do silencio parvo que se instala, e a saudade aperta cada vez mais, precisava de novo disto, dinheiro não é problema eu pago, pagas tu, pagamos a meias, noite de insónia, 115, o ser mais inteligente que alguma vez conheci, conversa prolonga-se, MBox, Santiago, Santos, Bairro, Expo, já fui a tantos sítios, conversas sem nexo numa esplanada do rossio, o castelo, e agora o teu doce beijo, a forma como me agarravas, o teu abraço, saudade, e eu nesta cama fria, solitário, sei que vocês se riem no mesmo bar de sempre, x, sei que agora começa o teu dia, escreves a raiva, andas por ai, mais uma noite de trabalho, já sem os lugares onde o som nos invadia, sem o castelo, sem a baixa e o rossio, sei que estás onde pertences, onde és feliz, eu estou aqui, perdido nestas letras, que também são minhas apesar de vos dar estas frases de bom grado, perdido, algures existe luz que me encandeie e me leve para outro lugar que outro dia mais tarde, me dê um aperto no coração, faltou aquele abraço, faltou aquele abraço.... esperar que a cama me envolva e me transporte para a terra dos sonhos onde todos somos felizes....

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Voar

Se eu pudesse voar, descobria a magia em mim, lembram-se daquele som do lince que aparece no album poesia urbana?

É isso mesmo, que queria voar, de modo a descobrir a poesia em mim, encontrar um novo mundo assim.

Não sei explicar porquê voar, o céu fascina-me, não por aquela sensação parva de liberdade, não por comparação com os passaros, não existe liberdade pura, logo o céu não dará liberdade nenhuma, à sempre limitações.

Acho que é um pouco a vontade de passar para lá do horizonte, para lá do que os olhos vêm, porque algures no mundo pode tar o que procuro realmente, o que é não sei, e ultimamente os meus sonhos têm sido difusos, entre aquele lar com uma familia pequena mas unida, aquela casa com vista para o lago onde vivo sozinho e passo a vida a ler livros, entre aquele ritmo frenético da cidade que me revolve a insónia e mantém-me acordado ao sono profundo da estepe de uma montanha, muitos sonhos, muitos caminhos, muito tudo, tenho-vos a dizer apenas isto, o amanhã é imprevisivel.

São sonhos, e eu não passo de um navegante perdido no seu mar, à procura de bom porto.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Abrir mão....

Abrir mão, uma e outra vez... E mais outra.... E mais outra..... E a cada rodada deixar cada vez mais de mim, cada vez mais, e mais, e mais, e mais, até não restar nada, eu já não me reconheço, quem é este idiota amorfo, cara pálida, sorriso descaido, que me enfrenta todos os dias no espelho, onde estás? onde estou? gostava de me voltar a encontrar, gostava de ver de novo aquele por do sol, sentir a calma de uma voz que nos afaga noite fora, recuperar-me, para isso preciso de ajuda, preciso de encontrar a felicidade, não estou com pressa, mas adoro a sensação de não estar só, ter um abraço onde voltar, um abraço onde acordar, mas o que tenho eu a dar? o corpinho do Diogo de 16 anos? não, a alegria quase contagiante do de 6? não, a inteligência sensata do de 20? não, perdi-me, perdi-me muito, desapareci, agora no meu lugar está alguém que segue outra pessoa em medo da perder, que é isto? um idiota chapado, uma alma burra, sem noção do seu valor, sem nada, um gajo que fica de mau humor e só por isso todos os que o rodeiam pagam? Este idiota olha-me com aqueles olhos de carneiro mal morto todos os dias ao espelho, e eu só me apetece agarrar no taco de baseball e espancá-lo até a morte, devia morrer, devia morrer, idiota de merda, cabrão, onde deixei a minha ultima parte? só posso ter perdido a minha ultima parte agora, porque nunca me odiei tanto, e por falta de coragem tenho que viver assim, foda-se, com esta imagem que eu não sou, onde deixei a minha ultima parte? Se alguém viu partes de mim por favor importa-se de mas devolver? Obrigado....É que ando farto de abrir mão daquilo que gosto, ando mesmo farto de abrir a minha mão ao que adoro, de largar e nunca mais olhar para trás, estou tão cansado disso, e já abri mão de tanto, tanta coisa que me fazia feliz, e continuo a tentar achar substitutos para essas coisas que não posso ter, e acabo por me ferrar mais, não criar expectativas quando se tem tão pouco é dificil, muito dificil... A sério, eu não tenho o que tu tens, não tenho onde voltar, o que me espera todas as noites é uma casa vazia, ou com alguém que não chega para me aquecer, e todos os raios de sol para mim são poucos, e eu tento agarra-los a todos, com toda a minha força, e quando esses raios desaparecem, eu caio sem ter onde me agarrar, eu não queria criar expectativas, mas este ser, agarrou-se demasiado, e assim fiquei... Desculpa.... A sério se virem por ai pedaços de mim, devolvam preciso tanto deles..... Ficam então com o dedicado à pessoa com quem deixei a minha maior fatia.... directamente do meu primeiro livro...

Prefácio do primeiro capitulo: Sinto a tua falta
Sinto a tua falta, nas noites sem fim, naquelas em que não consigo dormir, sinto a tua falta, para te chatear, para te acordar, ouvir-te resmungar, para me sentir vivo e morrer por te magoar, sinto a tua falta, por que me sinto culpado, pisei-te quando devia ter-te erguido até ao pedestal, sinto a tua falta, por que me sinto sozinho e a melancolia mata-me a alma, sinto a tua falta, porque a religião é medrosa e porque eu sou infiel, sinto a tua falta porque a vida me maltrata todos os dias, sinto a tua falta, porque o tempo que passei sem te ver pareceu mais que anos, mais que dias, mais que horas, pareceu mais infinito eterno, pareceu tortura, pareceu a voz do erro no constante sussurrar do enumerar dos erros, erro 1, erro 2, quero ir onde vais, e navegar na tua sombra, na espera constante que me protejas que digas aos meus demónios que estão errados quando dizem o que não consigo fazer, quero que lhes digas que não, NÃO, ele consegue, eu acredito, quero que me mostres o orgulho, oh doce orgulho, mesmo quando nada de especial fiz, sinto a tua falta, morto dentro de mim, por te ter magoado, aceitei há muito o real valor do verbo desculpar, aceitei há muito não o dizer mais e antes o evitar, mas quando não consigo esquivar a mortal predilecção que a sua conjugação tem nas minhas frases, apenas digo sinto a tua falta.



domingo, 5 de dezembro de 2010

Quero

Tantas histórias de amor, tantos livros sobre o tema, e ninguém chega a uma única conclusão, a não ser claro que existe mas depende da forma como o experencia-mos.

Olá. - Diz a menina ao rapaz.

Olá. - Diz ele mirando a bola de futebol invés dela.

Nunca largas essa bola, porquê?

Eu largo-a sim, mas porque tem que ser, já nem na sala posso tar ao pé da bola.

É o teu castigo, é normal, portas-te mal.

Oh.
E o que fazes quando não tens a bola?

Vejo-te.

Vez-me?

Sim.

Porque me vês tu?

Não sei, acho que és....... - envergonhado o rapaz, reage rematando a bola contra a parede.

O que achas que sou? Não digas marrona.

Não, não é isso, sério.

Então.

Acho-te linda, tás contente agora?

Ele foge bola debaixo do braço sem saber onde ir, ela fica sem jeito, mira a parede com a marca da bola molhada e corre atrás dele.

OLHAAAAAAAAAAAAAAAAA. - Diz ela gritando.

Sim?

Como me podes achar linda se tás sempre a olhar para a bola?

Quando não posso ver a bola, vejo-te a ti, e reparo.

Mas gostas mais de quem? De mim ou da Bola?

Da bola, mas também gosto de ti, senão estaria atento à aula, e não a ti!

E quando eu quiser te dar um beijinho onde fica a bola.

A bola ficará aos nossos pés, para sentir-mos bem melhor.

Um beijinho suave acontece.

Na simplicidade deles o amor acontece mesmo que outros amores existam, e se ama-mos aprende-mos a respeitar isso, amar algo diferente não significa que nao se ame alguém apenas que ama-mos a duplicar, e com isso o nosso coração cresce.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Levemente

e levemente o sol aquece-me, mas nada que se assemelhe ao teu abraço, nada que se assemelhe à tua presença, o sol aquece-me tão pouco, e eu já não quero saber de mais nada, mesmo mais nada, nem de mim, não quero saber, quero ser eu, quero ser eu a sorrir, mais uma e outra vez, quero que me leiam como eu sou, realmente, realmente sou assim, talvez seja um raio de sol, e não te aqueça, talvez, não sei, e já perdi demasiadas horas a pensar o que pensas tu de mim, o que penso eu de mim? Penso que não sou eu, triste, derrotado e deprimido. Não sou assim, nem por um momento que seja, nem por um momento, a sério.

Hoje apetece-me ser poeta... Perdoem-me se tiver um pouco bah...

Longe de mim, do ser
que me considero ser
sem saber
sem te dizer
se tudo volta-se atrás
eu deixaria de olhar por trás
do que espero encontrar
passaria a facilitar
perdido sem lugar
para chamar-me a mim,
a ti,

Ligas o tempo ao momento
sem saber tento
ser mais do que sou
e para onde vou
passo a passo
caminhada longa mas eu não atraso
pega-me nas pontas que restam inteiras
e reconstroi-me
pois já me ergui em fileiras
e em trincheiras
de outros nomes

supera os pormenores
e recupera a silhueta
alma incerta
e às tantas descoberta
ser eu é difícil
ás vezes sinto-me inútil
abalado
compenetrado
na vida que levo
mas eu não sou servo
sou chefe de mim
e porque te quero
e desejo
sou eu que o decide
sou eu quem existe........

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Noite


E assim acaba esta noite.... EXELENTEEEEEEEEEEEEEEEEE novas caras abrilhantam a minha vida.... MUITO OBRIGADO....

Na noite, a lua oscila entre mim e o meu ser, aquele que não conheço e ele desconhece-me, perde-me de vista apesar de tão perto estar, ouvi dizer que as amizades cultivam-se, e regam-se com palavras, então eu já farto de as deixar morrer, por falta de aptidão para jardinagem, vou regá-las, o suficiente para crescerem, para florescerem... começo a achar que vou ficar por cá, começo a pensar em cá ficar, arriscar e sonhar, e eu sempre fui um sonhador, e a lua sabe-o, capaz de tanto e ás vezes tão pouco faço, capaz, muito capaz, e ás vezes, nada, a lua viu-me em várias noites a mudar de rumo, um dia futebol, outro rádio e música, e ainda imagens e brincar com elas, computadores, electrónica, sou capaz de tanto, arghhhhhhhhhhhhhhhhh ás vezes sou um idiota que nada faz, sinto que ás vezes preciso que alguém me foda a cabeça e me enquine para um caminho, arghhhhhhhhhhhh, adoro o mundo e mesmo assim ás vezes sou capaz de o odiar, adoro aqueles que me rodeiam e ás vezes sou capaz de os tratar mal, sou um idiota, bahhhh, e aqueles que passaram pela minha vida, também os adoro, mas ás vezes esqueço-me, ás vezes desejo que me gritem que me insultem para saber que estão xateados com o que faço mal, desejo que o façam mais vezes, deixem-me de rastos, vá-la para saber....... força............ façam-no eu encorajo-vos, para que saia desta casca amorfa, foda-se.................................

A noite já me amou, mas também me deixou, tal como a lua e todos os seus astros, agora desejo por mais um beijo teu lua, que me abençoes com a tua força.

Se o mundo acabar amanhã, sou feliz, tive uma noite espectacular, cheguei a casa duas miúdas brutais e ainda me lembro do teu mais maravilhoso beijo. E recordo-me de todos os que passaram. BAHHHHHHHHHHHHHHHHH sou um abençoado, porque raio me porto como um puto mimado? bahhhhhhhhh

Boas noites a todos.... obrigado........

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Homem

Sem aquela inspiração provocada pela lua... mente vaga e vazia... deixo-vos com o homem, pequeno conto que escrevi.

Deixo aqui o link para este e outros livros meus...

Deixo por aqui também um link para degustarem... é de alguém que um dia já me fez escrever sobre si, e a razão deste meu blog existir... Não me ofereçam flores... o blog é fantástico... sabe bem ler o que é bom....

Do edifício mais alto, coberto de insónia, fixa o homem a bruma das ruas, o atabalhoado trotear das gentes, fixa não por querer ver mas sim porque tal fadiga o mata, e ele fixa, na tentativa de dormir, descansado, só mais uma vez.

Na terra em que vivemos, nesta terra, existe um homem, aliás vários homens, que há noite olham por nós, dos edifícios mais altos, dizem que eles próprios construíram, mas é mentira, pagaram a outros homens, e máquinas, e mulheres para os fazerem, estes os homens que estão lá no topo, estão apenas lá porque o sono não lhes toca, são brilhantes, tal como as estrelas, mas querem sempre mais, mais brilho, como o sol, muito mais, para que na sua retaguarda nunca se veja sombra apenas mais luz, estes homens a quem o sono não toca, têm responsabilidade, em relação a todos, mas mais que tudo em relação ao capital, é o que chamam ao dinheiro, eles pensam em formas de fazer mais, eu que olho, com olhos de sonhador, para o alto dos seus edifícios penso que é preciso apenas, papel e uma máquina muito especial para fazer mais dinheiro, tal como tinta, mas eles não eles querem fazer mais sem papel, usam máquinas, e esquemas, mas muitas vezes máquinas, com muitos números, que se enrolam noutros números e dão números maiores, hoje a insónia debate numerários astronómicos, como o sol ou as estrelas, é por isso que vivem em majestosas torres, querem estar mais perto dos astros que tentam encandear com o próprio brilhantismo.

Hoje ele olha em busca de ideias, mas morre de sono, com medo que uma jogada errada os faça cair de tal torre, feita por eles, ou paga por eles, eles podem cair, como anjos sem asas, desamparados, caídos de cadeirão tão elevado que trespassa nuvens e toca o limite do céu, a fronteira entre o que é terrestre e o que ao vácuo impiedoso do espaço pertence.

As ideias deste ser custam dinheiro, a outros, a todos, por isso ele existe, é filho sem pai, sem mãe, é órfão adoptado por impiedoso capital, razão de viver, crescer mais alto que os outros para então cair, do cimo, sim porque este homem hoje consumido pelo sono e insónia luta por lugar em tal monte Olimpo, luta contra as suas próprias dores para nunca mais voltar a pisar o chão, luta, tal como nós que navegamos sobre a terra, trabalhamos para que ele possa ter ideias, trabalhamos para que ele não tenha que descer de seu pedestal, trabalhamos por mais que comida, água ou electricidade, trabalhamos para pequenos espasmos da vida lá em cima, por vislumbres da vista de tal ser, sem medo da subida ou da queda, mas ele que já está há tanto tempo lá em cima teme, teme por relembrar a tenebrosa relação com a gravidade, e ela ninguém lhe escapa, e tu não serás excepção, ó ser.

Cais-te.

Do edifício mais alto, coberto de insónia, fixa o homem a bruma das ruas, o atabalhoado trotear das gentes, fixa não por querer ver mas sim porque tal fadiga o mata, e ele fixa, na tentativa de dormir, descansado, só mais uma vez.

Homem, eu já vi muitos como tu cair, agora abandonados pelas ruas que caminho com honra de ser humano, pedem perdão e rastejam, puxados pela gravidade, pela realidade, pela terra, pela lama, pela areia e pela pedra que cobre os labirintos citadinos.

Não temas, homem, não temas, porque eu, ser que vez de cima, e eu que te olho de volta cá debaixo, estender-te-ei a mão e levantar-te-ei, ajudando-te a sacudir o pó que te cobre, e dir-te-ei que até os anjos caem.

C’est Fini.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ontem à noite


Quem sou eu?

------------Pergunta ela ao espelho, todas as manhãs o mesmo ritual, QUEM SOU EU?????? Grita em plenos pulmões ao espelho, lá fora cidade cinzenta, Londres, chove, como seria de esperar, o ritual de todas as manhãs repete-se, expulsar o ultimo fugaz amante da cama, espelho, a pergunta, café, bolo, cigarro, no canto escuro da sala imagens de si, todas com uma cara estranha, aquela procura de si, à noite o bar, a cerveja, os homens, perde-se para se poder achar.

Olá.

Olá.

Vi-te ai sozinha a beber cerveja, será que me posso sentar aqui um pouco.

Ele nem sabe o que o espera.

Claro, claro.

-------O espectáculo começa para ela, finge sorrisos e olhares, desmonta-os como quer, felina da savana urbana, caçadora.

Eu sou o George e tu?

O meu nome verdadeiro digo-te o amanhã, por hoje chama-me Su.

Não sabes o teu nome?

Sei, mas hoje apetece-me ser Su.

---------E ri-se timidamente, actriz.

Su, ok, esperas por alguém?

Não, apenas gosto deste bar, o jazz faz-me sentir viva.

---------Um bar pouco comum, música jazz ao vivo, pessoas de outro nível, homens complexos, e ela adora homens que se acham inteligentes, faziam-na sentir-se superior.

Diz-me George, que fazes tu da vida?

Eu? Eu sou escritor!

Escritor? Uau, no que trabalho é raro encontrar alguém assim. Interessante.

---------Mente. E ele como quem analisa uma frase, fica interessado!

E no que trabalhas tu?

Sou contabilista!

Hummm, então o teu forte são os números não as palavras!

----------O seu forte são os homens.

Diz-me George, eu até gosto de ler, mas para mim um livro tem que ter uma boa dose de pimenta e sal, escreves coisas do género?

Receio que não, sou poeta.

Hummmm poetas, apaixonados, boémios, agrada-me.

---------Ele ri-se.

Deves ter tido muitas mulheres pela mão com a tua poesia, não?

Algumas, procuro a ideal, a minha musa, não sou homem de apenas uma noite.

E no entanto, aqui estás tu, à minha beira.

Acho-te lindíssima, podias muito bem ser aquela que procuro.

Como podes dizer isso se nem o meu nome sabes?

Eu sei o teu nome, Su, pelo menos por esta noite.

Hummmm.

-------------Ri-se e sai, lançou o feitiço, não interessa o que ele quer, já o caçou, quer uma musa, mas se a seguir vai-se desiludir.

Espera.

-----------Já à porta do bar, ficou tão abananado com a saída de rompante dela que caiu que nem um patinho na sua armadilha.

Sim?

Vais-te já embora.

Sim, ia agora chamar um taxi.

Ahhhhhhhh eu levo-te a casa, tenho carro, queres boleia?

Hummmm pode ser.

----------E o resultado do costume, os homens são totais burros na presença do charme feminino, ele estaciona, sobem com o pretexto de mais uma cerveja, o beijo acontece, depois o sexo, várias posições, seres como animais, vicio do sexo.

E as horas passam quando o sono se instala................................................

Quem és tu?

--------------A pergunta muda, ela não sabe, quem é ele, George? Talvez sim, talvez não. Nesta noite achou-se, Su, que era diminutivo de Susan, sabia o seu nome, e a rotina quebra-se, a caçadora deixou-se caçar, não expulsou o ultimo fugaz amante da cama, este saiu pouco depois dela adormecer, espelho, a nova pergunta, café, bolo, cigarro, no canto escuro da sala imagens de si, todas com uma cara estranha, aquela procura de si, à noite o bar, a cerveja, procura o que perdeu ontem à noite para se poder achar.

5 anos


eu lembro-me de um filme, 500 days of summer, a situação acaba por ser identica a minha actual, começo a achar que devo seguir em frente, que todos os sinais de carinho que me mostras significam 0, e eu não quero isso, parti para esta aventura à espera de um pouco mais, não de ser lixado de novo, 5 anos a entrar e a sair de relações que em nada me fizeram feliz, é triste olhar para trás e ver apenas uma que me tenha completado realmente, não procurei nada desta vez, aconteceu, e foi intenso, foi bom, mas pelo que percebi tudo o que me dizias não significou nada, o antes, até aquela noite, não sei que fiz eu, não sei mesmo, de repente surgem duvidas, e como se nada fosse um adeus inusitado, e depois os reconfortos, já ouvi esses mais do que uma vez, como se de dejá vu se trata-se, "és um homem fantástico" "tens um coração enorme" "vais encontrar alguém que te mereça", triste sina, tantas razões para ficar comigo mas encontram sempre alguma para me abrir mão... triste sina... e agora por aqui sem vontade nenhuma de fazer seja o que for, sem esperança de lutar, lembro-me que a certa altura no filme o protagonista parte uma série de pratos, isso era algo que me acalmaria, é pelo menos mais simples que as minhas caminhadas nocturnas, menos exigente no meu corpo, é nestas alturas que me pergunto porquê é que aquela rajada de balas não me levou antes a mim, seria mais justo, não me sinto em condições de oferecer seja o que for ao mundo, e tou farto de ouvir que me digam o contrario... eu sim estou melhor sozinho...

domingo, 28 de novembro de 2010

Memórias (excerto)


Adoro esta parte do meu livro... por isso transponho-a... o livro funciona por histórias, que cortam a linha temporal, vou juntar 2 partes para esta história fazer sentido... peço desculpa se for muito para ler...

21/04/2002 – Rodrigo
Acabei de aterrar em Newark, New Jersey, apanhei um táxi para a cidade, tentar comer qualquer coisa, pedir para me levar até ao cruzamento entre a West 52nd Street e Avenue of the Americas, há por ali um Starbucks, e é próximo do edifício da Time, não é o meu café favorito mas tem wi-fi gratuito e eu estou a precisar de ir a net, a viagem parece nunca mais acabar, 10, 20, 30, 40 minutos, transito, 50 minutos, e já sinto o bater quase rítmico da avenida e dos carros e seus transeuntes, estamos perto do Rockefeller Center, Rádio City Music Hall, estamos no coração palpitante da grande e sumarenta maçã, o meu motorista de ascendência Jamaicana fala sobre a terra dele e como é em Kingston, eu também divago um pouco sobre Yamoussoukro e Lisboa e Maputo, até que chegamos ao meu destino um pouco dentro da West 52nd Street, pago-lhe 70 dólares, ainda fica com cerca de 4 dólares de gorjeta, saiu e dirigi-mo para avenida a fim de encontrar o meu destino e saciar o meu corpo a fraquejar, no café é uma aventura completamente diferente, a variedade de escolha é arrebatadora, eu com os meu fracos conhecimentos de química ou culinária tento pensar numa mistura de café, leite, creme e açúcar ou adoçante ao meu gosto mas falho completamente e rapidamente a frustração apodera o meu corpo e desisto optando por um simples galão de café negro e leite com açúcar, ou Latte como é conhecido por terras do tio Sam, nunca tive tempo para explorar este nome mas é claramente italiano, aliás significa leite se não me engano, para comer mais uma vez uma enorme diversidade, mas desta vez perco a paciência antes de tentar escolher e aponto para o primeiro sinal do preto do chocolate, o empregado apressa-se a confirmar se o que eu quero é o Chocolate Muffin, e eu abano a cabeça afirmativamente, o rapaz pergunta se é para levar e recebe também um abanão de cabeça com a resposta contraria, o meu corpo está a pedir por alimento, a minha mente preocupada com tudo o resto pede por ir há internet ver se as minhas fontes tinham descoberto algo sobre o que se passou na Costa do Marfim, o rapaz do Starbucks faz a conta a velocidade expresso e pressiona-me a despachar-me a pagar, nesta euforia do jovem uma voz feminina e tímida debita um quase inaudível “Hello”, eu muito contra o meu primeiro instinto de ignorar, poderia não ser para mim e faria figura de parvo, poderia ser alguém que eu não quisesse trocar duas ou três palavras sem sentido ou significado, reviro os olhos, a cabeça e por fim o corpo num demorado girar completado por um surdo gemer de dor provocado por o meu corpo cansado e atrofiado, nesse instante quando enfrento a mulher arrependo-me de não ter seguido o meu primeiro instinto e ignorado o comprimento, não que não fosse para mim mas sim alguém que não queria mesmo, mesmo, trocar duas ou três palavras, ela olha timidamente os seus próprios atacadores respira fundo e ganha coragem de me olhar nos olhos, o empregado da loja pressionava-me para rapidamente lhe dar a nota que iria cobrir o devido pela comida e o café, ela olha-me e eu viro a cara para pagar, 7 dólares um mísero café e um bolo, Nova Iorque é cara mas também as pessoas não ganham mal o que dá para equilibrar, volto-me de novo para a rapariga de face familiar, já tinha pressentido pela voz que a jovem era alguém conhecido mas agora confirmara, era uma estagiária da revista Life com quem eu passara alguns momentos, digamos mais íntimos, e que claramente não me tinha ainda ultrapassado não venho a NYC à pelo menos 3 meses e não a vejo desde a festa de natal da Time, mas mesmo assim não me esqueceu, e continua tímida e eu tenho um “soft spot” para raparigas assim, o empregado volta a pressionar-me desta vez com o troco suspenso no ar sobre a sua mão enquanto me chama, eu na pressa de evitar um confronto e receber o dinheiro do rapaz peço-lhe para embrulhar o pedido para levar, o que ele faz no que me pareceu uma hora, mas que na realidade foi um milésimo de segundo a sua celeridade espantou, e nesse momento quando eu me preparava para bater em retirada a rapariga talvez com medo que me fosse embora ou de perder a coragem, faz a pergunta, e eu com um beijo suave na face em jeito de despedida, digo-lhe junto ao ouvido que falamos depois, ela responde com um sorriso conformado, eu recebo o troco e o saco com o café e o queque e retiro-me, já na avenida chamo efusivamente um táxi, que pára para me deixar entrar, onde me sento um pouco aliviado e traço como destino o meu apartamento em Brooklyn, mais uns 20 dólares de táxi, esta cidade é cara, mais uns 40 minutos de viagem e transito e mais viagem, chego subo os 9 andares do meu prédio, pelo elevador é claro, chego a casa pouso o saco com o café já frio e o queque e caiu sobre a cama, sem forças sequer para me despir, adormeço, sem ligar ao barulho que os vizinhos faziam, às ambulâncias e sirenes das unidade policiais, e fico por ali a descansar até a cidade me querer chamar pelo toque do telefone.


11/05/2002 – Rodrigo
Bem o jantar ficou combinado mas sinceramente ainda não sei o que lhe dizer, sinceramente ainda estou um pouco atraído por ela e o encontro no Starbuck’s não ajudou a passar esse sentimento, o seu jeito tímido atinge-me inexplicavelmente no âmago, vamos ver no que isto dá, o restaurante é bom e eu comprei uma rosa branca e ela está atrasada, pois ás vezes acontece-me, mas quando vou a levantar-me ela entra pelo restaurante, e “uau” lindíssima, agora já sei o que o Bugs sente quando vislumbra a Lola, vinha com o cabelo apanhado, um top meio decotado muito simples azul, calças de ganga cintura descaída e umas sandálias de salto alto, simplesmente espantosa, muita gente me diz que tenho que dar umas pausas ao fotografo em mim, estava ali e trouxe a minha máquina e não resisti a tirar uma foto à minha companhia a câmara não era a melhor era uma Canon Powershot doméstica, decidi não levar a D30 dificultava muito a minha mobilidade e não era nada bom para o meu estilo andar com o saco dela atrás, então decidi por esta que a Canon me ofereceu quando comprei a D60, sempre fui bom cliente da marca nipónica e eles não esquecem os bons clientes, já estou a divagar, mas a foto ficou muito boa, pela naturalidade da cena, ela com a sua timidez ao ver-me carregar no botão esconde um pouco a cara e na sala dois homens que aparecem na direita da foto olham-na abismados, o contraste perfeito para a beleza pura e atracção que provoca nos outros e em mim, mas como fui o fotografo não fui capturado neste enquadramento, felizmente, ela continua a avançar para a mesa, eu levanto-me e como um cavalheiro, que não sou, afastei a cadeira para que ela se pudesse sentar, e sentei-me logo a seguir, ela agradeceu e pediu para ver a foto na câmara, eu fiquei com medo que ela apagasse a foto então fiz-me desentendido, mas ela garantiu-me que só queria ver se estava bem, pedi-mos eu lasanha e ela salada, vinho verde para acompanhar e a noite correu a partir dai, fala-mos, ri-mos, bebe-mos demasiado, pedi-mos ao maître que chama-se um táxi para cada um, quando chegou o primeiro táxi apressei-me para abrir a porta para ela poder entrar, quando chega o segundo táxi que para por trás o maître faz um sinal para que aguarde enquanto me despeço, aproximei-me para lhe dar um beijo na bochecha empoleirado na porta mas ela antecipa-se e rouba-me um beijo na boca e em surdina pergunta-me se quero ir até casa dela, eu ainda sem resposta para o que acaba de acontecer abano a cabeça afirmativamente e ela prontamente clarifica que é apenas para um café, o maître ao ver-me entrar no táxi com a May pergunta se ainda vou necessitar do segundo veiculo ao que respondo que afinal não, dou 20 dólares ao anfitrião, 10 de gorjeta e 10 para compensar o outro motorista pela saída em falso, neste reboliço o nosso arranca e metemo-nos a caminho e ela olhava pela janela do meu lado enquanto cantarolava uma musica que andava pelos tops, fallin’ se não me engano, ela cantarolava, olhava para mim sorria e voltava a olhar pela janela, felizmente ela vive em Manhattan e a viagem não foi muito longa, resta-nos uma subida de 3 andares que eu sinceramente não sei como fiz mas consegui «intacto, ela tropeçou algumas vezes mas também conseguiu e ainda me encostou duas ou 3 vezes à parede e beijou-me, aliás uma dessas vezes penso ter sido eu, chega-mos à porta que demorou um pouco a ser aberta, entre beijos e amasses, parece que o café fica adiado para amanhã de manhã, entrámos caiu-mos sobre o sofá, e rapidamente as mãos dela encontraram o caminho até as minhas costas ignorando a camisa que pediu para tirar três segundos mais tarde não sei o que me excitou mais se a cara dela enquanto o pedia, olhos semi-cerrados como quem já só procurava por tacto e a morder o lábio inferior ou se as mão dela que já me desapertavam o cinto, sei que o cinto caiu sobre a camisa e eu peguei nela ao colo e levei-a até ao quarto onde ela tirou o top, nunca usava soutien fora do trabalho não precisava são perfeitos os seus seios e no trabalho só usava porque era politica da empresa, rapidamente tomou uma posição de controlo sobre mim enquanto tirava-me as calças estava completamente molhada, notava-se pela forma como forçava os botões das minhas calças e como ficou frustrada ao não conseguir desabotoar o terceiro, desabotoei o resto das minhas calças e ela tratou das dela, já só sobravam os meus boxers e a tanga dela, nunca a tinha visto assim sempre se revelou ser um pouco tímida até na cama tal como na vida real mas hoje soltava um pouco da frustração de eu ter passado tanto tempo sem dar noticias, estava ainda no controlo e enquanto me beijava cravava as unhas no meu peito até descer com as mãos para dentro da minha roupa interior e começar a acariciar-me eu também lhe acariciava os mamilos e com a outra mão na cintura dela meio a agarrar de forma a criar alguma ilusão de controlo da minha parte, largou-me os lábios e língua, agarrou-me no pénis, desceu-me os boxers e chupou-me ora ai está algo que nunca me tinha feito também, apesar da minha insistência no passado, tive que me agarrar ao edredão com toda a minha força para me impedir de vir, ela ao ver o meu esforço pára dá uma pequena gargalhada um pouco para o cruel enquanto eu inspiro bem fundo, ela levanta-se um pouco despe a ultima peça de roupa e senta-se em cima de mim sem me dar tempo para respirar e eu agarro-me de novo com toda a minha força desta vez as barras da cabeceira da cama e esforço-me para não gritar um “Fuck” audível no bairro todo, enquanto ela começa a cavalgar, parecia faze-lo em jeito de vingança misturada com uma enorme tesão, eu por outro lado pedia a Deus por 2 segundos para respirar enquanto ela continuava com os “Yes, yes, yes” e finalmente parecia ter-se vindo, abrandou e disse-me que estava todo vermelho, respirei bem fundo, agarrei-a pela cintura e metia-a por baixo do meu corpo deitada sobre a cama como que encaixados recomeça-mos mas desta feita ao meu ritmo, sinto-a gemer enquanto acaricio o seu corpo, mamas e com pequenas mordidas na sua orelha deixo-a na mesma situação em que eu estava à pouco, agarra-se às almofadas com bastante força e enquanto a penetro, 5 minutos, 10 minutos, 30 minutos já não sinto as pernas nem toda a zona do quadril mas ela ainda geme e diz-me para não parar, 40 minutos e já não aguento mais, penso que ela já se veio algumas 5 vezes e eu estou prestes a vir-me, penetro-a o mais fundo possível e depois de me vir é que me lembro que não usámos protecção mas rapidamente rebolo para o lado e apago completamente.

12/05/2002 – Rodrigo
A cidade nunca dorme, e pelas 5 da manhã o ritmo já é acelerado, sai meio à socapa, depois ligo-lhe a explicar, agora tenho que ir até ao meu apartamento e pegar nas minhas coisas, tenho voo para Amesterdão pelas 9 horas.

sábado, 27 de novembro de 2010

Perdido no mundo


eu tento... eu tento com toda a minha força... tento sorrir... tento brincar... tento ser eu... tento dar o que me dão... mas quando chega a minha vez de querer??? um pouco mais... é difícil sorrir quando o meu coração aperta... é difícil sonhar quando mais um pesadelo é o que vivo... é tão difícil ter este coração tão grande, é o melhor que tenho e será o que me vai destruir... eu sei... posso ser um completo idiota ás vezes... ok muitas vezes... eu reconheço os meus erros... reconheço-os... todos... e acarreto as criticas com um pesar enorme... realmente avariado... eu sabia... é a conclusão que chego... não mereço metade do que tenho... pois não dou graças a isso... quero sempre mais... feito idiota...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Por do sol


numa praia pela zona de peniche... ela pergunta-lhe a pergunta que a resposta é tão simples... gostas de mim??? ele sorri, olha o mar, e o laranja do sol prestes a se deitar ilumina a sua expressão feliz, gosto... escusado seria dizer que ele a ama... escusado seria dizer que ele a quer... escusado seria dizer que aquele sorriso tolo era causado por ela... ela sem mais perguntas encosta a cabeça no seu ombro... e sorri também... tão simples gesto de mostrar amor... de mostrar-lhe que ela quer estar com ele... sem pensar no fim... nem no inicio... que apesar de tudo coincidia em data, com uma ligeira diferença... 2 anos mais tarde... e o sol progredia numa solene marcha até ao oceano atlântico... e ele olha à sua volta sem vislumbrar viva-alma... ela enrola-o num abraço adornado por beijos carinhosos no seu pescoço... ele sorri mais intensamente... ela também... e ai surge um beijo... maravilhoso... saboroso... e ambos embalados continuam... sem vontade nenhuma de parar... pelo menos não nos próximos minutos... deitam-se sobre duas toalhas... e de olhos fechados focam a alma um do outrol... as mãos perdidas um no outro... vagueam... provocam... desconcentram... o momento aquece para além da temperatura de 30 e tal graus... eles perdem-se um no outro... nos beijos em vários locais do corpo... e tudo aquece ao ponto que a roupa perde a sua vaga conecção com os corpos... os dois conectam-se... conectam-se da forma mais forte que conhecem... e assim ficam durante uma boa meia hora... alguns gemidos... apertos fortes... depois recompõem-se... ele deita-se de barriga para baixo a ver o por do sol... ao que ela corresponde recorrendo a uma caneta de feltro que ele tinha na mochila... escreve-lhe nas costas a tatuagem mais permanente que alguem pode fazer a outra pessoa... dedica-lhe amor... e mais momentos assim... deita-se sobre ele... junta os seus lábios ao seu ouvido e diz que o ama... depois diz... o horizonte é longiquo e inalcansável, não é? ele sorri... respira fundo... e diz, é, mas o que nos impede de tentar ultrapassá-lo? e assim ficam... até o sol desaparecer...

eles separaram-se... mas ficaram com este momento para recordar... para lhes trazer mais um por do sol quando as sombras procuram desconcertar as suas almas... ele voltou lá uns anos mais tarde... viu o por do sol... sozinho... e não o achou bonito... ela fez o por do sol brilhar muito mais... e chorou um pouco... porque devia... porque sabe que a felicidade perdida deve ser chorada...

esta história é real... e os corpos dos dois ainda estão deitados naquela praia... a ver um por do sol infinito... aqueles dois que agora não existem mais... amaram-se... e morreram amantes... antes de se tornarem noutras pessoas... e seguirem caminhos diferentes... chorar é bom... significa que temos algo a perder e que temos de lutar para manter... quero dizer a estas duas pessoas... obrigado... arigato namaste

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A vida é um carrossel


Como vos posso explicar o meu estado de espírito actual, a minha definição é BAHHHHHHHHHHH. ontem de manhã acordei abraçado a uma pessoa, hoje com uma barreira entre nós e amanhã nem juntos vamos estar, duvido que os nossos corpos voltem a tocar a mesma cama simultaneamente, não estou minimamente confiante de ser escolhido, deixei hoje ao sair dessa cama escorrer uma lágrima com aquele sentimento de que foi a ultima noite juntos que provavelmente dei-te o ultimo beijo naquele mesmo sitio, e o meu cérebro força a separação do que possivelmente foi a ultima caricia, fecho a porta por trás de mim, e a minha cabeça voa para longe, tão longe, perdido na rua demoro a escolher uma direcção, e a minha mente longe, tão longe, o meu peito aperta, e eu respiro fundo, o frio corta-me o nariz, nas asas do pensamento vim até quase às 5, um dia longo, outro, e o meu peito aperta neste momento, tenta esmagar a minha esperança, esse pequeno e poderoso feixe de luz que a minha alma luta para proteger, o corpo doi-me, e algumas lágrimas acham o caminho para fora de mim, o que fazer? o que pensar? os prós e contras, e como se o diabo e o anjinho, o tiko e o teko discutem dentro da minha mente, diz o teco - tu nem tavas apaixonado por ela, porque tás assim? tico - não, mas podia me apaixonar. - Podias mas assim é melhor... - Como melhor? Gostava de ter a chance de me voltar a apaixonar, voltar a ter outra pessoa com quem partilhar o sono, um beijo, um abraço, e eu raramente acho alguém que queira mesmo ter ao pé de mim. - Isso para a cama qualquer gaja serve... és parvo há mais peixe no mar. - Gosto mais de calor sincero, e beijos verdadeiros... mas isso são gostos né? - És um idiota pah, fico lixado de ser um neurónio num sitio em que pensam como tu, tantas mulheres ai e tu assim. - Sim elas são muitas, mas eu procuro gente unica, com um brilho unico. -Fdx.

A minha vida não passa de um carrossel, uns dias feliz, nos seguintes não... que pena... que pena...

hey cya later

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Passo a explicar

Passo a explicar a complexidade com que se emarenham os meandros da minha mente, vejamos a camada mais simples, desconhecidos, desconhecidos e algo que enfrento com uma ingenuidade de criança, sorriu, riu, comprimento, brinco, mas nisso tal como criança sou muito rapido a decidir se os deixo entrar ou não, sem grandes padroes, decido como quem faz moeda ao ar... Seguindo, conhevidos, o patamar onde entra maioritariamente aqueles que nao gosto mas que por uma razao ou por outra tenho de conviver, estes raramete saiem deste patamar, e os poucos que sairam, deixaram uma marca muito forte em mim, agora sim amigos, os amigos sao alguem com quem gosto de conversar passar tempo e etc... Por esses quase tudo, apesar de esses levarem negas de quando em vez, agora aquele circulo de muitas argolas de amigos, aki ja impera o meu ser protector estes ja levam com o meu melhor e o meu pior, se algum deles disser vem ate mim nap pergunto qual a distancia meto-me a andar, e aki funciona para tudo, mas tb se falham nalguma coisa e suscitam a minha preocupação ai levam com o meu pior feitio... Amor a minha camada mais complexa e na qual me sinto menos a vontade... Territorio algo por descobrir e que funciona muito consoante a minha bipolaridade de humor, extremo paciente a vezes, extremo rabujento a outras, a tempos demasiado dependente outras nem por isso faço tudo por quem amo, mas tb sou mt inseguro! Mt mesmo! E fico por aqui... Aqui estou eu explicado mt simplesmente... O resto cabe-vos a vosses conhecer....

sábado, 20 de novembro de 2010

ultimo cigarro.....

o ultimo cigarro da noite... o relogio voa para horas matinais... eu... eu deixo-me ficar por um sitio sem horas... giro discos favoritos... nem me dou trabalho de conhecer algo novo, não é hora para isso... isto tudo no momento em que fumo o meu ultimo cigarro dum maço que acabou... penso... mas estou na caixa do nada ou seja penso em nada... preciso da lisa... preciso de um cafe no breu da noite... preciso de uma face conhecida... uma conversa com sorrisos e gargalhadas... o tejo a correr la fora... lisboa... humm lisboa... falta-me o som da capital... vs ...o ultimo cigarro na noite ...um ou dois sorrisos assombram-me os labios ...serei de novo feliz? ...a ressacar um cafezinho, vai um dos caseiros ...faz-me falta sentir esta casa cheia de novo ...faz-me falta um beijo teu ...a tanto tempo que nao me sentia assim ...com o castelo lá fora a olhar pela cidade que dorme ...talvez deva eu também ir para a cama...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Anjos....

Já à algum tempo que tenho vindo a negligênciar o meu blog, um período bom, a dar uma pausa ao meu eu mais deprimido, e nas novidades do dia-a-dia eu digo-lhe estou feliz, e ela diz vez, eu bem te disse, de um momento para o outro tudo muda, aparece um anjo que nos abraça e transfere amor para o nosso ser e dá esperança de que o futuro existe e é bom, eu acredito em anjos.... Em relação a isto digo apenas isto, existem sim, mas eu nunca vi nenhum, encontrei uma pessoa simplesmente brilhante e magnífica, diferente e fascinante, e isto renova a minha esperança no mundo, nós somos capazes de tornar o mundo mais bonito, somos capazes de tocar e transformar as vidas e coisas a nossa volta para o melhor e não precisamos de um deus egocentrico que mande os seus ajudantes, e a essas pessoas que me mudaram e transformaram um grande obrigado... Namaste

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

triste.....

Esgotado.. sou um homem só... sou um homem solitário... numa vida sem surpresas suspensas em momentos de felicidade... sem dúvidas que um homem só morrerá assim só... sem um abraço amigo, sem um beijo familiar... e que tristemente contemplo o futuro... que triste vida... vou sair talvez o frio me refresque as ideias...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mudando de assunto, futuro

Pensar noutra coisa, o costume não dá mais... portanto pense-mos em futuro... ok, duas saídas, ambas custam, muito, física e emocionalmente, primeira completar o curso fazer as malas e sair deste pais cada vez mais complicado e trabalhar na minha área... emocionalmente desgastante, deixar de novo tudo para trás, amigos novos, amigos velhos já foram quase todos, segunda hipótese, seguir o meu sonho, ficar por cá, e modelar o meu futuro em 3d... com caras conhecidas, e outras por conhecer... trabalhar para pagar o curso, sem problema, aguentar a barra.... vale a pena..... vamos ver...

sábado, 16 de outubro de 2010

Incompleto

A paisagem do costume... As ideias do costume.... A solidão do costume... Serei a parte mais fraca de uma estrutura quase defecitária do mundo de hoje? A realidade é esta não quero sexo sem amor, flirts sem atracção ou beijos por nessecidade... Nao quero mesmo... Eu ouço os argumentos de ambas as partes... Os homens são uns cabroes dizem elas, as mulheres sao umas cabras dizem eles... Mas um magnetismo estrupiante atrai-nos e faz-nos chocar... e a realidade é que nem todos temos amor para oferecer... Nem todos temos a mesma compaixao bélica por outro ser, e apenas retiram aquilo que precisam tantas vezes sexo, outras apenas um corpo quente que nos aconchegue durante toda a noite... Não somos ninguém para usar outro ser desta forma portanto quero e vou ser diferente até ao dia que a minha existencia cesse, seria tão facil para mim cair no conformismo idiota de satisfazer só e apenas as minhas nessecidades... Nao quero isso... Eu sou do mundo e até que me levem ao limite todos têm tudo de mim, eu pertenço à bondade relativa, sim relativa porque sou um ser humano cheio de manias, defeitos feitios e outras espinhas tão custosas de digerir, que o mundo tantas vezes renega, no entanto no final de tudo nao sou nada porque incompleto ando...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

o que sentir?

ontem num jantar, que fui gentilmente convidado, senti-me um pouco a mais... não que não tivesse quem conversar.... mas senti falta de outras fatias deste pequeno bolo ao qual chamo coração.... e fatias tão grandes que fico com medo de me lembrar....... faltou-me aquela pessoa com quem a qualquer altura posso oferecer uma lágrima e essa pessoa guardá-la como se fosse uma pequena joia..... e faltou-me a pessoa em quem posso encostar a cara no ombro e beijar o pescoço.... e via as pessoas a minha volta com tudo isso.... talvez sim talvez não.... mas pareciam ter.... tenho tanto medo de não ter mais nada para oferecer às pessoas... e navego no mundo sem propósito nenhum sem ser manter os meus sonhos vivos.... quando eu morro...


damn it.... i could use somebody..... é o que oiço na minha cabeça.... constantemente.... damn it.... damn that.... im so broken.....

domingo, 3 de outubro de 2010



I lift the weight of being me, I lift i, for u, for her, for us, I sure want to be happy, i do, but being good its just a step towards happiness, I can smile in the face of danger, embarrassment and pain, I can sleep at night knowing i made just a lil bit happier the ones I love, I can take a lot, I can it all, for u, and I can still smile o ur face and still joke around and love u, the strength I have comes within. U guys allow me to open the gates to get this strength.

Luv u all


sábado, 2 de outubro de 2010

Sinceramente

Sinceramente não sei bem o que escrever. Perco-me em palavras cujo o sentido é difuso e quase obligerante, como amor, o que é essa merda que defendo com unhas e dentes ao ponto de rejeitar a presença de outras mulheres no meu beijo, na minha cama, ao ponto de não esquecer, a sério que merda é esta que me fode a cabeça sabendo que a culpa não é minha, essa culpa que me entregas numa raiva orgulhosa que te cega e impede de ver que preciso de carinho e não de um sermão mal amanhado? Por que amas tanto essa raiva? Mas também que merda de pergunta a minha eu nem sei o que é o amor... Neste momento completamete subordinado do mundo reparo que estou sozinho e que me seria útil alguém para preencher o muito espaço vazio na cama, para destronar o meu caminhar solitário e torná-lo uma experiência a dois, dava-me jeito um abraço verdadeiro ao chegar a casa, um beijo molhado para acalmar o meu corpo esgotado, sexo, o movimento caloroso de dois corpos que se desejam, sinto falta disso...
Fazes-me tanta falta miuda... Mas nao quero dor, culpa ou ressentimento. Um dia talvez na rua nos ultrapasse-mos como desconhecidos íntimos, por enquanto decido não me dar a ninguém, estou impróprio para consumo, ninguém merece nada estragado e eu estou em farrapos...... Ao céu azul adeus, venha a chuva conceder a minha alma uma correspondencia monocromática que se mantém firme em mim.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

desabafo....


um pensamento....

Perco-me nas cores deste mundo, perco-me nos espectros que emanam! E perdido canto, mas canções que desconheço, canções que talvez invente!

- Sublime a noção que temos do Mundo!
- Porquê?
- Repara, quando sentes algo te apertar o coração o mundo é pequeno e totalmente explorado.
- Claro. distância nessas alturas é insuficiente.
- Exacto, no entanto feliz o mundo parece vasto e inexplorado!!!

--------------------------------------------
| I FEEL FUCKING USED |
| |
| WHY????? |
----------------------------------------------
Um desabafo....

quarta-feira, 22 de setembro de 2010


pode ser....

Como eu sinto a tua falta....
toca-me, para que a sinta, encosta a tua mão na minha face mancha os teus dedos com tinta para que esse toque nunca se apague, perde o amor a tudo....
entrega-mo a mim.....
dá-mo simplesmente porque sim...
por ele juro que corro, trepo, luto...
nunca me desagrilhoes não desejo ser livre....
esta escravatura é tudo o que tenho na vida, é tudo o que quero, não sei mais nada, pra além disto.....



são todas cabras e são todos cabrões, e tu, nem cabra és, e tu? o que És? e Tu?

O que sou? sem ti......


Reparei em ti no nevoeiro...

Onde?
naquele nevoeiro..... sério?

hummm a minha letra é horrivel... mas tão tarde na noite a minha mão dorida não parou para aprefeiçoar o traço....

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

fill it


um pensamento simples.....

Fill the moment with a pinch of nothing....enche o momento com um pouco de nada........
and u will see that nothing does not fill moments....e verás que nada não preenche momentos.....

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Arigato



Já desde julho que não escrevo aqui..... hummm deixo aqui uns desbafos para o caderno negro...... deixo também as paginas permitidas do mesmo.....

para quem não entende a minha letra aqui fica...

O mundo é tão árido

Já nem o por do sol me arrefece, já nem o nascer do sol me aquece, ou ocupa o corpo e a alma num decadente facilitismo de não amar!

Da janela de um edificio alto, o mais alto chefe diz....

Bonkura oritobi kai [o amor é tão idiota]

Arigato sensei

Repara que as cartas de amor já o são,

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Repara demasiado, mas não estás atenta, sou assim tão previsivel???

Gestos bonitos

Kai otebai, kai chan [e o amor, o amor querida?]

Mon coer parti...................

não sei escrever, porque o faço?

Encontra-me estou entre a realidade e o sonho, entre o campo e a praia, entre o "Criança em Ruinas" e a "Valsa do adeus", sentado sobre as folhas deste caderno, ouve-me no eco das páginas em branco, folhas vazias fazem eco sabias?

Love, cry, Cry never gave up on love, my love!

------------------------------------DISSIMINAR----------------------------------------------

arigato..... sayonara......

sexta-feira, 30 de julho de 2010


Estou numa encruzilhada.... amar-te e esperar mais um pouco.... ou amar-te e evitar a minha dor e afastar-me de ti..... nenhuma solução é boa.... mas eu adoro estar ao teu lado.... adoro.... adoro brincar contigo.... e não vou ser egoísta a minha dor eu aguento-a.... eu consigo.....

segunda-feira, 12 de julho de 2010

coincidência......

bahhhhhh fui beber o meu inocente café na empresa onde estou a estagiar... viro-me para o balcão... e eu como intenço viciado nas já famosas frases nicola, reparo numa edição do rock in rio.... BRUTAL.... penso eu para mim.... tiro um para meter no meu café e o meu espanto petrifica-me...... UM DIA CONFESSO QUE ESTOU COMPLETAMENTE ABATANADO POR TI..........

dentro da minha mente ouve-se
FODA-SEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
mas até os pacotes de açucar???? que mal fiz eu aos pacotes de açucar.... ok amachoquei vários.... mas é um objectoooooooooo.... não devia ter estas mensagens potencialmente suicidas...... sublinarmente cortantes..... bahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh........

e esse dia é no rock in rio????? ok ela foi, as minhas ex foram, que merda.... todas ao mesmo dia.... que mega merda..... COMO É SUPOSTO ISSO ACONTECER????? não é.... pronto a mensagem está mal... o dia passou perdi a minha chance...... brutal... ouviste pacote de açucar não tenho obrigação nenhuma para contigo............. TOMAAAAAAAAAAAAAA....... bahhhhhhhhhhhhh

ok tenho..... mas pronto......

Ps.

quero pedir desculpa a Flávia pelo post anterior...... não te quero perder miuda.......
quero também dizer que te amo.....

hey em relação a ti.... sim tu.... um dia digo o que sinto por ti..... ouviste??? sabes há quanto tempo sonho com o nosso primeiro beijo?? bahhh nem imaginas.....

domingo, 4 de julho de 2010

Cya.....

parece que hoje falo, só, para as folhas infinitas deste caderno interminável, folhiei o livro da razão a procura do nada... folhei-o agora a inquietude que assume a minha frágil alma, assume os cordões de fantoche que me movem, atravesso as faixas, muito navegadas, do album upa 2008 na esperança de encontrar alguma sorte, mas na realidade não procuro nada, o nada que se instalou no meu peito sufoca-me, afoga-me e mata-me lentamente, sinto as lagrimas invadirem os meus olhos vindas pela traqueia, controlo este vomito triste, controlo, nao quero chorar, nao quero chorar a frente de ninguem, nao quero chorar, EU NAO CHORO, nao por ser homem, nao por ser pessoa, simplesmente pela minha honra de samurai sem bushido, sem força para hara kiri, nao choro por uma honra manchada e um suspiro de miudo que gosto de ser que diz esperança, mas esse suspiro está a morrer, tanta gente, tanta gente que perdi, Rui, Susana, Claudio, Passadinhas, Joe, Leslie, Denise, Patricia, Mario, Ricky, Preto, Filipe, Toni, Sergio, Adi, Kulk, Nuno, Ana, Cris e agora tu Flávia, os suspiro que me gritava aos ouvidos morre, fica bastante baixo, já quase não o ouço..... bem isto fica aqui... para que todos saibam que nao me esqueço.... portanto adeus..... vivo com este peso, morto dentro de mim, não me livro dele por nada, esta honra manchada impede-me.....

domingo, 27 de junho de 2010

Running away from love

tomem lá um pouco de moca..... escrevi esta musica/poema a coisa de 5minutos isto inda esta muito rough.... tenho que limar os cantos... mas pronto...

Running away from love.....

somebody come to me running around like a crazy fool
and all these years
i've been running from u
and all these yearsss
comin from this fool
i say... i found u again
but is all to shambles
and those walls, those walls
are crumbling
and i'm too hurt to do anything

my heart is full of holes
like those fools in the flicks u see
burned down
i stop to cry
reminising in the dirty sky
and i stopped to cry
reading somebody letters
learningggg that might exist
realizing that u back
for more sins....

and i changed my directions
all my dreams an my erections
to somewhere full
full of love
im fool for u

and is not even about the sex
i say i dream it with all the x
but all i see, is your eyes in my pillow
feeling light again
feeling like i care
for u
somewhere full
maybe i'm somewhere full of u

..........guitar.......

coffe and sugar
waiting for better days
and i dont know why u came
i dont know why u came
again
stupid cardboard cupid
running around like a joke...
but not for me.. uhuh
but not for me... ohoh

quinta-feira, 24 de junho de 2010

existencia

a existência, queria saber sobre a existência, e não sei, será que existe o cupido e que a seta tem um veneno tão intenso que nos contagia logo, que a parvoeira do amor passe ficamos muitas vezes à espera, não queria esperar, e no que me pareceu para mim um micro-segundo, perdi a chance de te dizer, amo-te, perdi esse micro-segundo engasguei, perdi que grande foda, que merda, quero saber o que é estar contigo, juro-te, continuo a pensar nisso, dizem que não sei curtir a vida, mas não os ouço, anseio por amor, anseio por um beijo doce junto ao mar, anseio por um abraço quente no inverno, arghhhh, tão tão bom, juro-te que é, melhor que sexo sem sabor, melhor que amor unilateral, melhor que tudo isso, queria saber a existencia do amor, queria receber influencias da lua e vibrar com o sol, eu, tu e uma cabana, para onde foi esse mundo?

bahhhh acho que todas as mulheres merecem ser amadas, acho que todas as mulheres merecem receber uma rosa, ninguém devia destruir o mundo de princesas em que vivem, ninguém tem direito de matar esse mundo, ninguém mesmo, e por isso peço imensas desculpas a Cris, desculpa mesmo, mea-culpa a minha melhor desculpa, de sempre, juro-te, queria dizer-te que te amo.... mas espero... com esperança...... muita mesmo.... não me como por dentro, nessa altura....

só queria dizer num entanto isto..... hey.... estou apaixonado por ti..... eheheh beijinhos......

quinta-feira, 10 de junho de 2010

o que não disse

hum não sei, não sei, provavelmente diferente. tudo não passa de inocente desambiguação, juro, juro que quero algo óbvio, juro, juro que perco com a minha própria ignorancia, juro, mas aproximar-me de ti talvez seja apenas fruto do nada, fruto do tudo, e tu me completes ou me magoes mais, quero escrever poemas de esperança, de novo, quero escrever poemas de amor, quero tornar liquido o amor, e solidifica-lo de novo, para nos ver crescer, nos ver renascer... talvez seja isto um poema de amor, não sei...

terça-feira, 8 de junho de 2010

hora de trabalhar

as palavras divulgam clareza
atingem a garganta que presa
retêm-a voz para as dizer
repetir, rever, reler
não quero muito mais palavras
só quero as certas

talvez um dia sejam palavras
o que entendi em ti
com vozes caladas
desenhas na pele aquilo que escrevi

mas que tempo, mais que tu
ser espaço mas sem lua
espaço vazio
repetes sem brio
o que não são palavras,
talvez seja som do movimento retido
sei apenas que um dias serão palavras
e não tempo perdido

sábado, 22 de maio de 2010

Café musical

mesa para dois eu tu e os

Couple Coffee

que achas?