segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ontem à noite


Quem sou eu?

------------Pergunta ela ao espelho, todas as manhãs o mesmo ritual, QUEM SOU EU?????? Grita em plenos pulmões ao espelho, lá fora cidade cinzenta, Londres, chove, como seria de esperar, o ritual de todas as manhãs repete-se, expulsar o ultimo fugaz amante da cama, espelho, a pergunta, café, bolo, cigarro, no canto escuro da sala imagens de si, todas com uma cara estranha, aquela procura de si, à noite o bar, a cerveja, os homens, perde-se para se poder achar.

Olá.

Olá.

Vi-te ai sozinha a beber cerveja, será que me posso sentar aqui um pouco.

Ele nem sabe o que o espera.

Claro, claro.

-------O espectáculo começa para ela, finge sorrisos e olhares, desmonta-os como quer, felina da savana urbana, caçadora.

Eu sou o George e tu?

O meu nome verdadeiro digo-te o amanhã, por hoje chama-me Su.

Não sabes o teu nome?

Sei, mas hoje apetece-me ser Su.

---------E ri-se timidamente, actriz.

Su, ok, esperas por alguém?

Não, apenas gosto deste bar, o jazz faz-me sentir viva.

---------Um bar pouco comum, música jazz ao vivo, pessoas de outro nível, homens complexos, e ela adora homens que se acham inteligentes, faziam-na sentir-se superior.

Diz-me George, que fazes tu da vida?

Eu? Eu sou escritor!

Escritor? Uau, no que trabalho é raro encontrar alguém assim. Interessante.

---------Mente. E ele como quem analisa uma frase, fica interessado!

E no que trabalhas tu?

Sou contabilista!

Hummm, então o teu forte são os números não as palavras!

----------O seu forte são os homens.

Diz-me George, eu até gosto de ler, mas para mim um livro tem que ter uma boa dose de pimenta e sal, escreves coisas do género?

Receio que não, sou poeta.

Hummmm poetas, apaixonados, boémios, agrada-me.

---------Ele ri-se.

Deves ter tido muitas mulheres pela mão com a tua poesia, não?

Algumas, procuro a ideal, a minha musa, não sou homem de apenas uma noite.

E no entanto, aqui estás tu, à minha beira.

Acho-te lindíssima, podias muito bem ser aquela que procuro.

Como podes dizer isso se nem o meu nome sabes?

Eu sei o teu nome, Su, pelo menos por esta noite.

Hummmm.

-------------Ri-se e sai, lançou o feitiço, não interessa o que ele quer, já o caçou, quer uma musa, mas se a seguir vai-se desiludir.

Espera.

-----------Já à porta do bar, ficou tão abananado com a saída de rompante dela que caiu que nem um patinho na sua armadilha.

Sim?

Vais-te já embora.

Sim, ia agora chamar um taxi.

Ahhhhhhhh eu levo-te a casa, tenho carro, queres boleia?

Hummmm pode ser.

----------E o resultado do costume, os homens são totais burros na presença do charme feminino, ele estaciona, sobem com o pretexto de mais uma cerveja, o beijo acontece, depois o sexo, várias posições, seres como animais, vicio do sexo.

E as horas passam quando o sono se instala................................................

Quem és tu?

--------------A pergunta muda, ela não sabe, quem é ele, George? Talvez sim, talvez não. Nesta noite achou-se, Su, que era diminutivo de Susan, sabia o seu nome, e a rotina quebra-se, a caçadora deixou-se caçar, não expulsou o ultimo fugaz amante da cama, este saiu pouco depois dela adormecer, espelho, a nova pergunta, café, bolo, cigarro, no canto escuro da sala imagens de si, todas com uma cara estranha, aquela procura de si, à noite o bar, a cerveja, procura o que perdeu ontem à noite para se poder achar.

5 anos


eu lembro-me de um filme, 500 days of summer, a situação acaba por ser identica a minha actual, começo a achar que devo seguir em frente, que todos os sinais de carinho que me mostras significam 0, e eu não quero isso, parti para esta aventura à espera de um pouco mais, não de ser lixado de novo, 5 anos a entrar e a sair de relações que em nada me fizeram feliz, é triste olhar para trás e ver apenas uma que me tenha completado realmente, não procurei nada desta vez, aconteceu, e foi intenso, foi bom, mas pelo que percebi tudo o que me dizias não significou nada, o antes, até aquela noite, não sei que fiz eu, não sei mesmo, de repente surgem duvidas, e como se nada fosse um adeus inusitado, e depois os reconfortos, já ouvi esses mais do que uma vez, como se de dejá vu se trata-se, "és um homem fantástico" "tens um coração enorme" "vais encontrar alguém que te mereça", triste sina, tantas razões para ficar comigo mas encontram sempre alguma para me abrir mão... triste sina... e agora por aqui sem vontade nenhuma de fazer seja o que for, sem esperança de lutar, lembro-me que a certa altura no filme o protagonista parte uma série de pratos, isso era algo que me acalmaria, é pelo menos mais simples que as minhas caminhadas nocturnas, menos exigente no meu corpo, é nestas alturas que me pergunto porquê é que aquela rajada de balas não me levou antes a mim, seria mais justo, não me sinto em condições de oferecer seja o que for ao mundo, e tou farto de ouvir que me digam o contrario... eu sim estou melhor sozinho...

domingo, 28 de novembro de 2010

Memórias (excerto)


Adoro esta parte do meu livro... por isso transponho-a... o livro funciona por histórias, que cortam a linha temporal, vou juntar 2 partes para esta história fazer sentido... peço desculpa se for muito para ler...

21/04/2002 – Rodrigo
Acabei de aterrar em Newark, New Jersey, apanhei um táxi para a cidade, tentar comer qualquer coisa, pedir para me levar até ao cruzamento entre a West 52nd Street e Avenue of the Americas, há por ali um Starbucks, e é próximo do edifício da Time, não é o meu café favorito mas tem wi-fi gratuito e eu estou a precisar de ir a net, a viagem parece nunca mais acabar, 10, 20, 30, 40 minutos, transito, 50 minutos, e já sinto o bater quase rítmico da avenida e dos carros e seus transeuntes, estamos perto do Rockefeller Center, Rádio City Music Hall, estamos no coração palpitante da grande e sumarenta maçã, o meu motorista de ascendência Jamaicana fala sobre a terra dele e como é em Kingston, eu também divago um pouco sobre Yamoussoukro e Lisboa e Maputo, até que chegamos ao meu destino um pouco dentro da West 52nd Street, pago-lhe 70 dólares, ainda fica com cerca de 4 dólares de gorjeta, saiu e dirigi-mo para avenida a fim de encontrar o meu destino e saciar o meu corpo a fraquejar, no café é uma aventura completamente diferente, a variedade de escolha é arrebatadora, eu com os meu fracos conhecimentos de química ou culinária tento pensar numa mistura de café, leite, creme e açúcar ou adoçante ao meu gosto mas falho completamente e rapidamente a frustração apodera o meu corpo e desisto optando por um simples galão de café negro e leite com açúcar, ou Latte como é conhecido por terras do tio Sam, nunca tive tempo para explorar este nome mas é claramente italiano, aliás significa leite se não me engano, para comer mais uma vez uma enorme diversidade, mas desta vez perco a paciência antes de tentar escolher e aponto para o primeiro sinal do preto do chocolate, o empregado apressa-se a confirmar se o que eu quero é o Chocolate Muffin, e eu abano a cabeça afirmativamente, o rapaz pergunta se é para levar e recebe também um abanão de cabeça com a resposta contraria, o meu corpo está a pedir por alimento, a minha mente preocupada com tudo o resto pede por ir há internet ver se as minhas fontes tinham descoberto algo sobre o que se passou na Costa do Marfim, o rapaz do Starbucks faz a conta a velocidade expresso e pressiona-me a despachar-me a pagar, nesta euforia do jovem uma voz feminina e tímida debita um quase inaudível “Hello”, eu muito contra o meu primeiro instinto de ignorar, poderia não ser para mim e faria figura de parvo, poderia ser alguém que eu não quisesse trocar duas ou três palavras sem sentido ou significado, reviro os olhos, a cabeça e por fim o corpo num demorado girar completado por um surdo gemer de dor provocado por o meu corpo cansado e atrofiado, nesse instante quando enfrento a mulher arrependo-me de não ter seguido o meu primeiro instinto e ignorado o comprimento, não que não fosse para mim mas sim alguém que não queria mesmo, mesmo, trocar duas ou três palavras, ela olha timidamente os seus próprios atacadores respira fundo e ganha coragem de me olhar nos olhos, o empregado da loja pressionava-me para rapidamente lhe dar a nota que iria cobrir o devido pela comida e o café, ela olha-me e eu viro a cara para pagar, 7 dólares um mísero café e um bolo, Nova Iorque é cara mas também as pessoas não ganham mal o que dá para equilibrar, volto-me de novo para a rapariga de face familiar, já tinha pressentido pela voz que a jovem era alguém conhecido mas agora confirmara, era uma estagiária da revista Life com quem eu passara alguns momentos, digamos mais íntimos, e que claramente não me tinha ainda ultrapassado não venho a NYC à pelo menos 3 meses e não a vejo desde a festa de natal da Time, mas mesmo assim não me esqueceu, e continua tímida e eu tenho um “soft spot” para raparigas assim, o empregado volta a pressionar-me desta vez com o troco suspenso no ar sobre a sua mão enquanto me chama, eu na pressa de evitar um confronto e receber o dinheiro do rapaz peço-lhe para embrulhar o pedido para levar, o que ele faz no que me pareceu uma hora, mas que na realidade foi um milésimo de segundo a sua celeridade espantou, e nesse momento quando eu me preparava para bater em retirada a rapariga talvez com medo que me fosse embora ou de perder a coragem, faz a pergunta, e eu com um beijo suave na face em jeito de despedida, digo-lhe junto ao ouvido que falamos depois, ela responde com um sorriso conformado, eu recebo o troco e o saco com o café e o queque e retiro-me, já na avenida chamo efusivamente um táxi, que pára para me deixar entrar, onde me sento um pouco aliviado e traço como destino o meu apartamento em Brooklyn, mais uns 20 dólares de táxi, esta cidade é cara, mais uns 40 minutos de viagem e transito e mais viagem, chego subo os 9 andares do meu prédio, pelo elevador é claro, chego a casa pouso o saco com o café já frio e o queque e caiu sobre a cama, sem forças sequer para me despir, adormeço, sem ligar ao barulho que os vizinhos faziam, às ambulâncias e sirenes das unidade policiais, e fico por ali a descansar até a cidade me querer chamar pelo toque do telefone.


11/05/2002 – Rodrigo
Bem o jantar ficou combinado mas sinceramente ainda não sei o que lhe dizer, sinceramente ainda estou um pouco atraído por ela e o encontro no Starbuck’s não ajudou a passar esse sentimento, o seu jeito tímido atinge-me inexplicavelmente no âmago, vamos ver no que isto dá, o restaurante é bom e eu comprei uma rosa branca e ela está atrasada, pois ás vezes acontece-me, mas quando vou a levantar-me ela entra pelo restaurante, e “uau” lindíssima, agora já sei o que o Bugs sente quando vislumbra a Lola, vinha com o cabelo apanhado, um top meio decotado muito simples azul, calças de ganga cintura descaída e umas sandálias de salto alto, simplesmente espantosa, muita gente me diz que tenho que dar umas pausas ao fotografo em mim, estava ali e trouxe a minha máquina e não resisti a tirar uma foto à minha companhia a câmara não era a melhor era uma Canon Powershot doméstica, decidi não levar a D30 dificultava muito a minha mobilidade e não era nada bom para o meu estilo andar com o saco dela atrás, então decidi por esta que a Canon me ofereceu quando comprei a D60, sempre fui bom cliente da marca nipónica e eles não esquecem os bons clientes, já estou a divagar, mas a foto ficou muito boa, pela naturalidade da cena, ela com a sua timidez ao ver-me carregar no botão esconde um pouco a cara e na sala dois homens que aparecem na direita da foto olham-na abismados, o contraste perfeito para a beleza pura e atracção que provoca nos outros e em mim, mas como fui o fotografo não fui capturado neste enquadramento, felizmente, ela continua a avançar para a mesa, eu levanto-me e como um cavalheiro, que não sou, afastei a cadeira para que ela se pudesse sentar, e sentei-me logo a seguir, ela agradeceu e pediu para ver a foto na câmara, eu fiquei com medo que ela apagasse a foto então fiz-me desentendido, mas ela garantiu-me que só queria ver se estava bem, pedi-mos eu lasanha e ela salada, vinho verde para acompanhar e a noite correu a partir dai, fala-mos, ri-mos, bebe-mos demasiado, pedi-mos ao maître que chama-se um táxi para cada um, quando chegou o primeiro táxi apressei-me para abrir a porta para ela poder entrar, quando chega o segundo táxi que para por trás o maître faz um sinal para que aguarde enquanto me despeço, aproximei-me para lhe dar um beijo na bochecha empoleirado na porta mas ela antecipa-se e rouba-me um beijo na boca e em surdina pergunta-me se quero ir até casa dela, eu ainda sem resposta para o que acaba de acontecer abano a cabeça afirmativamente e ela prontamente clarifica que é apenas para um café, o maître ao ver-me entrar no táxi com a May pergunta se ainda vou necessitar do segundo veiculo ao que respondo que afinal não, dou 20 dólares ao anfitrião, 10 de gorjeta e 10 para compensar o outro motorista pela saída em falso, neste reboliço o nosso arranca e metemo-nos a caminho e ela olhava pela janela do meu lado enquanto cantarolava uma musica que andava pelos tops, fallin’ se não me engano, ela cantarolava, olhava para mim sorria e voltava a olhar pela janela, felizmente ela vive em Manhattan e a viagem não foi muito longa, resta-nos uma subida de 3 andares que eu sinceramente não sei como fiz mas consegui «intacto, ela tropeçou algumas vezes mas também conseguiu e ainda me encostou duas ou 3 vezes à parede e beijou-me, aliás uma dessas vezes penso ter sido eu, chega-mos à porta que demorou um pouco a ser aberta, entre beijos e amasses, parece que o café fica adiado para amanhã de manhã, entrámos caiu-mos sobre o sofá, e rapidamente as mãos dela encontraram o caminho até as minhas costas ignorando a camisa que pediu para tirar três segundos mais tarde não sei o que me excitou mais se a cara dela enquanto o pedia, olhos semi-cerrados como quem já só procurava por tacto e a morder o lábio inferior ou se as mão dela que já me desapertavam o cinto, sei que o cinto caiu sobre a camisa e eu peguei nela ao colo e levei-a até ao quarto onde ela tirou o top, nunca usava soutien fora do trabalho não precisava são perfeitos os seus seios e no trabalho só usava porque era politica da empresa, rapidamente tomou uma posição de controlo sobre mim enquanto tirava-me as calças estava completamente molhada, notava-se pela forma como forçava os botões das minhas calças e como ficou frustrada ao não conseguir desabotoar o terceiro, desabotoei o resto das minhas calças e ela tratou das dela, já só sobravam os meus boxers e a tanga dela, nunca a tinha visto assim sempre se revelou ser um pouco tímida até na cama tal como na vida real mas hoje soltava um pouco da frustração de eu ter passado tanto tempo sem dar noticias, estava ainda no controlo e enquanto me beijava cravava as unhas no meu peito até descer com as mãos para dentro da minha roupa interior e começar a acariciar-me eu também lhe acariciava os mamilos e com a outra mão na cintura dela meio a agarrar de forma a criar alguma ilusão de controlo da minha parte, largou-me os lábios e língua, agarrou-me no pénis, desceu-me os boxers e chupou-me ora ai está algo que nunca me tinha feito também, apesar da minha insistência no passado, tive que me agarrar ao edredão com toda a minha força para me impedir de vir, ela ao ver o meu esforço pára dá uma pequena gargalhada um pouco para o cruel enquanto eu inspiro bem fundo, ela levanta-se um pouco despe a ultima peça de roupa e senta-se em cima de mim sem me dar tempo para respirar e eu agarro-me de novo com toda a minha força desta vez as barras da cabeceira da cama e esforço-me para não gritar um “Fuck” audível no bairro todo, enquanto ela começa a cavalgar, parecia faze-lo em jeito de vingança misturada com uma enorme tesão, eu por outro lado pedia a Deus por 2 segundos para respirar enquanto ela continuava com os “Yes, yes, yes” e finalmente parecia ter-se vindo, abrandou e disse-me que estava todo vermelho, respirei bem fundo, agarrei-a pela cintura e metia-a por baixo do meu corpo deitada sobre a cama como que encaixados recomeça-mos mas desta feita ao meu ritmo, sinto-a gemer enquanto acaricio o seu corpo, mamas e com pequenas mordidas na sua orelha deixo-a na mesma situação em que eu estava à pouco, agarra-se às almofadas com bastante força e enquanto a penetro, 5 minutos, 10 minutos, 30 minutos já não sinto as pernas nem toda a zona do quadril mas ela ainda geme e diz-me para não parar, 40 minutos e já não aguento mais, penso que ela já se veio algumas 5 vezes e eu estou prestes a vir-me, penetro-a o mais fundo possível e depois de me vir é que me lembro que não usámos protecção mas rapidamente rebolo para o lado e apago completamente.

12/05/2002 – Rodrigo
A cidade nunca dorme, e pelas 5 da manhã o ritmo já é acelerado, sai meio à socapa, depois ligo-lhe a explicar, agora tenho que ir até ao meu apartamento e pegar nas minhas coisas, tenho voo para Amesterdão pelas 9 horas.

sábado, 27 de novembro de 2010

Perdido no mundo


eu tento... eu tento com toda a minha força... tento sorrir... tento brincar... tento ser eu... tento dar o que me dão... mas quando chega a minha vez de querer??? um pouco mais... é difícil sorrir quando o meu coração aperta... é difícil sonhar quando mais um pesadelo é o que vivo... é tão difícil ter este coração tão grande, é o melhor que tenho e será o que me vai destruir... eu sei... posso ser um completo idiota ás vezes... ok muitas vezes... eu reconheço os meus erros... reconheço-os... todos... e acarreto as criticas com um pesar enorme... realmente avariado... eu sabia... é a conclusão que chego... não mereço metade do que tenho... pois não dou graças a isso... quero sempre mais... feito idiota...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Por do sol


numa praia pela zona de peniche... ela pergunta-lhe a pergunta que a resposta é tão simples... gostas de mim??? ele sorri, olha o mar, e o laranja do sol prestes a se deitar ilumina a sua expressão feliz, gosto... escusado seria dizer que ele a ama... escusado seria dizer que ele a quer... escusado seria dizer que aquele sorriso tolo era causado por ela... ela sem mais perguntas encosta a cabeça no seu ombro... e sorri também... tão simples gesto de mostrar amor... de mostrar-lhe que ela quer estar com ele... sem pensar no fim... nem no inicio... que apesar de tudo coincidia em data, com uma ligeira diferença... 2 anos mais tarde... e o sol progredia numa solene marcha até ao oceano atlântico... e ele olha à sua volta sem vislumbrar viva-alma... ela enrola-o num abraço adornado por beijos carinhosos no seu pescoço... ele sorri mais intensamente... ela também... e ai surge um beijo... maravilhoso... saboroso... e ambos embalados continuam... sem vontade nenhuma de parar... pelo menos não nos próximos minutos... deitam-se sobre duas toalhas... e de olhos fechados focam a alma um do outrol... as mãos perdidas um no outro... vagueam... provocam... desconcentram... o momento aquece para além da temperatura de 30 e tal graus... eles perdem-se um no outro... nos beijos em vários locais do corpo... e tudo aquece ao ponto que a roupa perde a sua vaga conecção com os corpos... os dois conectam-se... conectam-se da forma mais forte que conhecem... e assim ficam durante uma boa meia hora... alguns gemidos... apertos fortes... depois recompõem-se... ele deita-se de barriga para baixo a ver o por do sol... ao que ela corresponde recorrendo a uma caneta de feltro que ele tinha na mochila... escreve-lhe nas costas a tatuagem mais permanente que alguem pode fazer a outra pessoa... dedica-lhe amor... e mais momentos assim... deita-se sobre ele... junta os seus lábios ao seu ouvido e diz que o ama... depois diz... o horizonte é longiquo e inalcansável, não é? ele sorri... respira fundo... e diz, é, mas o que nos impede de tentar ultrapassá-lo? e assim ficam... até o sol desaparecer...

eles separaram-se... mas ficaram com este momento para recordar... para lhes trazer mais um por do sol quando as sombras procuram desconcertar as suas almas... ele voltou lá uns anos mais tarde... viu o por do sol... sozinho... e não o achou bonito... ela fez o por do sol brilhar muito mais... e chorou um pouco... porque devia... porque sabe que a felicidade perdida deve ser chorada...

esta história é real... e os corpos dos dois ainda estão deitados naquela praia... a ver um por do sol infinito... aqueles dois que agora não existem mais... amaram-se... e morreram amantes... antes de se tornarem noutras pessoas... e seguirem caminhos diferentes... chorar é bom... significa que temos algo a perder e que temos de lutar para manter... quero dizer a estas duas pessoas... obrigado... arigato namaste

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A vida é um carrossel


Como vos posso explicar o meu estado de espírito actual, a minha definição é BAHHHHHHHHHHH. ontem de manhã acordei abraçado a uma pessoa, hoje com uma barreira entre nós e amanhã nem juntos vamos estar, duvido que os nossos corpos voltem a tocar a mesma cama simultaneamente, não estou minimamente confiante de ser escolhido, deixei hoje ao sair dessa cama escorrer uma lágrima com aquele sentimento de que foi a ultima noite juntos que provavelmente dei-te o ultimo beijo naquele mesmo sitio, e o meu cérebro força a separação do que possivelmente foi a ultima caricia, fecho a porta por trás de mim, e a minha cabeça voa para longe, tão longe, perdido na rua demoro a escolher uma direcção, e a minha mente longe, tão longe, o meu peito aperta, e eu respiro fundo, o frio corta-me o nariz, nas asas do pensamento vim até quase às 5, um dia longo, outro, e o meu peito aperta neste momento, tenta esmagar a minha esperança, esse pequeno e poderoso feixe de luz que a minha alma luta para proteger, o corpo doi-me, e algumas lágrimas acham o caminho para fora de mim, o que fazer? o que pensar? os prós e contras, e como se o diabo e o anjinho, o tiko e o teko discutem dentro da minha mente, diz o teco - tu nem tavas apaixonado por ela, porque tás assim? tico - não, mas podia me apaixonar. - Podias mas assim é melhor... - Como melhor? Gostava de ter a chance de me voltar a apaixonar, voltar a ter outra pessoa com quem partilhar o sono, um beijo, um abraço, e eu raramente acho alguém que queira mesmo ter ao pé de mim. - Isso para a cama qualquer gaja serve... és parvo há mais peixe no mar. - Gosto mais de calor sincero, e beijos verdadeiros... mas isso são gostos né? - És um idiota pah, fico lixado de ser um neurónio num sitio em que pensam como tu, tantas mulheres ai e tu assim. - Sim elas são muitas, mas eu procuro gente unica, com um brilho unico. -Fdx.

A minha vida não passa de um carrossel, uns dias feliz, nos seguintes não... que pena... que pena...

hey cya later

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Passo a explicar

Passo a explicar a complexidade com que se emarenham os meandros da minha mente, vejamos a camada mais simples, desconhecidos, desconhecidos e algo que enfrento com uma ingenuidade de criança, sorriu, riu, comprimento, brinco, mas nisso tal como criança sou muito rapido a decidir se os deixo entrar ou não, sem grandes padroes, decido como quem faz moeda ao ar... Seguindo, conhevidos, o patamar onde entra maioritariamente aqueles que nao gosto mas que por uma razao ou por outra tenho de conviver, estes raramete saiem deste patamar, e os poucos que sairam, deixaram uma marca muito forte em mim, agora sim amigos, os amigos sao alguem com quem gosto de conversar passar tempo e etc... Por esses quase tudo, apesar de esses levarem negas de quando em vez, agora aquele circulo de muitas argolas de amigos, aki ja impera o meu ser protector estes ja levam com o meu melhor e o meu pior, se algum deles disser vem ate mim nap pergunto qual a distancia meto-me a andar, e aki funciona para tudo, mas tb se falham nalguma coisa e suscitam a minha preocupação ai levam com o meu pior feitio... Amor a minha camada mais complexa e na qual me sinto menos a vontade... Territorio algo por descobrir e que funciona muito consoante a minha bipolaridade de humor, extremo paciente a vezes, extremo rabujento a outras, a tempos demasiado dependente outras nem por isso faço tudo por quem amo, mas tb sou mt inseguro! Mt mesmo! E fico por aqui... Aqui estou eu explicado mt simplesmente... O resto cabe-vos a vosses conhecer....

sábado, 20 de novembro de 2010

ultimo cigarro.....

o ultimo cigarro da noite... o relogio voa para horas matinais... eu... eu deixo-me ficar por um sitio sem horas... giro discos favoritos... nem me dou trabalho de conhecer algo novo, não é hora para isso... isto tudo no momento em que fumo o meu ultimo cigarro dum maço que acabou... penso... mas estou na caixa do nada ou seja penso em nada... preciso da lisa... preciso de um cafe no breu da noite... preciso de uma face conhecida... uma conversa com sorrisos e gargalhadas... o tejo a correr la fora... lisboa... humm lisboa... falta-me o som da capital... vs ...o ultimo cigarro na noite ...um ou dois sorrisos assombram-me os labios ...serei de novo feliz? ...a ressacar um cafezinho, vai um dos caseiros ...faz-me falta sentir esta casa cheia de novo ...faz-me falta um beijo teu ...a tanto tempo que nao me sentia assim ...com o castelo lá fora a olhar pela cidade que dorme ...talvez deva eu também ir para a cama...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Anjos....

Já à algum tempo que tenho vindo a negligênciar o meu blog, um período bom, a dar uma pausa ao meu eu mais deprimido, e nas novidades do dia-a-dia eu digo-lhe estou feliz, e ela diz vez, eu bem te disse, de um momento para o outro tudo muda, aparece um anjo que nos abraça e transfere amor para o nosso ser e dá esperança de que o futuro existe e é bom, eu acredito em anjos.... Em relação a isto digo apenas isto, existem sim, mas eu nunca vi nenhum, encontrei uma pessoa simplesmente brilhante e magnífica, diferente e fascinante, e isto renova a minha esperança no mundo, nós somos capazes de tornar o mundo mais bonito, somos capazes de tocar e transformar as vidas e coisas a nossa volta para o melhor e não precisamos de um deus egocentrico que mande os seus ajudantes, e a essas pessoas que me mudaram e transformaram um grande obrigado... Namaste