
Adoro esta parte do meu livro... por isso transponho-a... o livro funciona por histórias, que cortam a linha temporal, vou juntar 2 partes para esta história fazer sentido... peço desculpa se for muito para ler...
21/04/2002 – Rodrigo
Acabei de aterrar em Newark, New Jersey, apanhei um táxi para a cidade, tentar comer qualquer coisa, pedir para me levar até ao cruzamento entre a West 52nd Street e Avenue of the Americas, há por ali um Starbucks, e é próximo do edifício da Time, não é o meu café favorito mas tem wi-fi gratuito e eu estou a precisar de ir a net, a viagem parece nunca mais acabar, 10, 20, 30, 40 minutos, transito, 50 minutos, e já sinto o bater quase rítmico da avenida e dos carros e seus transeuntes, estamos perto do Rockefeller Center, Rádio City Music Hall, estamos no coração palpitante da grande e sumarenta maçã, o meu motorista de ascendência Jamaicana fala sobre a terra dele e como é em Kingston, eu também divago um pouco sobre Yamoussoukro e Lisboa e Maputo, até que chegamos ao meu destino um pouco dentro da West 52nd Street, pago-lhe 70 dólares, ainda fica com cerca de 4 dólares de gorjeta, saiu e dirigi-mo para avenida a fim de encontrar o meu destino e saciar o meu corpo a fraquejar, no café é uma aventura completamente diferente, a variedade de escolha é arrebatadora, eu com os meu fracos conhecimentos de química ou culinária tento pensar numa mistura de café, leite, creme e açúcar ou adoçante ao meu gosto mas falho completamente e rapidamente a frustração apodera o meu corpo e desisto optando por um simples galão de café negro e leite com açúcar, ou Latte como é conhecido por terras do tio Sam, nunca tive tempo para explorar este nome mas é claramente italiano, aliás significa leite se não me engano, para comer mais uma vez uma enorme diversidade, mas desta vez perco a paciência antes de tentar escolher e aponto para o primeiro sinal do preto do chocolate, o empregado apressa-se a confirmar se o que eu quero é o Chocolate Muffin, e eu abano a cabeça afirmativamente, o rapaz pergunta se é para levar e recebe também um abanão de cabeça com a resposta contraria, o meu corpo está a pedir por alimento, a minha mente preocupada com tudo o resto pede por ir há internet ver se as minhas fontes tinham descoberto algo sobre o que se passou na Costa do Marfim, o rapaz do Starbucks faz a conta a velocidade expresso e pressiona-me a despachar-me a pagar, nesta euforia do jovem uma voz feminina e tímida debita um quase inaudível “Hello”, eu muito contra o meu primeiro instinto de ignorar, poderia não ser para mim e faria figura de parvo, poderia ser alguém que eu não quisesse trocar duas ou três palavras sem sentido ou significado, reviro os olhos, a cabeça e por fim o corpo num demorado girar completado por um surdo gemer de dor provocado por o meu corpo cansado e atrofiado, nesse instante quando enfrento a mulher arrependo-me de não ter seguido o meu primeiro instinto e ignorado o comprimento, não que não fosse para mim mas sim alguém que não queria mesmo, mesmo, trocar duas ou três palavras, ela olha timidamente os seus próprios atacadores respira fundo e ganha coragem de me olhar nos olhos, o empregado da loja pressionava-me para rapidamente lhe dar a nota que iria cobrir o devido pela comida e o café, ela olha-me e eu viro a cara para pagar, 7 dólares um mísero café e um bolo, Nova Iorque é cara mas também as pessoas não ganham mal o que dá para equilibrar, volto-me de novo para a rapariga de face familiar, já tinha pressentido pela voz que a jovem era alguém conhecido mas agora confirmara, era uma estagiária da revista Life com quem eu passara alguns momentos, digamos mais íntimos, e que claramente não me tinha ainda ultrapassado não venho a NYC à pelo menos 3 meses e não a vejo desde a festa de natal da Time, mas mesmo assim não me esqueceu, e continua tímida e eu tenho um “soft spot” para raparigas assim, o empregado volta a pressionar-me desta vez com o troco suspenso no ar sobre a sua mão enquanto me chama, eu na pressa de evitar um confronto e receber o dinheiro do rapaz peço-lhe para embrulhar o pedido para levar, o que ele faz no que me pareceu uma hora, mas que na realidade foi um milésimo de segundo a sua celeridade espantou, e nesse momento quando eu me preparava para bater em retirada a rapariga talvez com medo que me fosse embora ou de perder a coragem, faz a pergunta, e eu com um beijo suave na face em jeito de despedida, digo-lhe junto ao ouvido que falamos depois, ela responde com um sorriso conformado, eu recebo o troco e o saco com o café e o queque e retiro-me, já na avenida chamo efusivamente um táxi, que pára para me deixar entrar, onde me sento um pouco aliviado e traço como destino o meu apartamento em Brooklyn, mais uns 20 dólares de táxi, esta cidade é cara, mais uns 40 minutos de viagem e transito e mais viagem, chego subo os 9 andares do meu prédio, pelo elevador é claro, chego a casa pouso o saco com o café já frio e o queque e caiu sobre a cama, sem forças sequer para me despir, adormeço, sem ligar ao barulho que os vizinhos faziam, às ambulâncias e sirenes das unidade policiais, e fico por ali a descansar até a cidade me querer chamar pelo toque do telefone.
11/05/2002 – Rodrigo
Bem o jantar ficou combinado mas sinceramente ainda não sei o que lhe dizer, sinceramente ainda estou um pouco atraído por ela e o encontro no Starbuck’s não ajudou a passar esse sentimento, o seu jeito tímido atinge-me inexplicavelmente no âmago, vamos ver no que isto dá, o restaurante é bom e eu comprei uma rosa branca e ela está atrasada, pois ás vezes acontece-me, mas quando vou a levantar-me ela entra pelo restaurante, e “uau” lindíssima, agora já sei o que o Bugs sente quando vislumbra a Lola, vinha com o cabelo apanhado, um top meio decotado muito simples azul, calças de ganga cintura descaída e umas sandálias de salto alto, simplesmente espantosa, muita gente me diz que tenho que dar umas pausas ao fotografo em mim, estava ali e trouxe a minha máquina e não resisti a tirar uma foto à minha companhia a câmara não era a melhor era uma Canon Powershot doméstica, decidi não levar a D30 dificultava muito a minha mobilidade e não era nada bom para o meu estilo andar com o saco dela atrás, então decidi por esta que a Canon me ofereceu quando comprei a D60, sempre fui bom cliente da marca nipónica e eles não esquecem os bons clientes, já estou a divagar, mas a foto ficou muito boa, pela naturalidade da cena, ela com a sua timidez ao ver-me carregar no botão esconde um pouco a cara e na sala dois homens que aparecem na direita da foto olham-na abismados, o contraste perfeito para a beleza pura e atracção que provoca nos outros e em mim, mas como fui o fotografo não fui capturado neste enquadramento, felizmente, ela continua a avançar para a mesa, eu levanto-me e como um cavalheiro, que não sou, afastei a cadeira para que ela se pudesse sentar, e sentei-me logo a seguir, ela agradeceu e pediu para ver a foto na câmara, eu fiquei com medo que ela apagasse a foto então fiz-me desentendido, mas ela garantiu-me que só queria ver se estava bem, pedi-mos eu lasanha e ela salada, vinho verde para acompanhar e a noite correu a partir dai, fala-mos, ri-mos, bebe-mos demasiado, pedi-mos ao maître que chama-se um táxi para cada um, quando chegou o primeiro táxi apressei-me para abrir a porta para ela poder entrar, quando chega o segundo táxi que para por trás o maître faz um sinal para que aguarde enquanto me despeço, aproximei-me para lhe dar um beijo na bochecha empoleirado na porta mas ela antecipa-se e rouba-me um beijo na boca e em surdina pergunta-me se quero ir até casa dela, eu ainda sem resposta para o que acaba de acontecer abano a cabeça afirmativamente e ela prontamente clarifica que é apenas para um café, o maître ao ver-me entrar no táxi com a May pergunta se ainda vou necessitar do segundo veiculo ao que respondo que afinal não, dou 20 dólares ao anfitrião, 10 de gorjeta e 10 para compensar o outro motorista pela saída em falso, neste reboliço o nosso arranca e metemo-nos a caminho e ela olhava pela janela do meu lado enquanto cantarolava uma musica que andava pelos tops, fallin’ se não me engano, ela cantarolava, olhava para mim sorria e voltava a olhar pela janela, felizmente ela vive em Manhattan e a viagem não foi muito longa, resta-nos uma subida de 3 andares que eu sinceramente não sei como fiz mas consegui «intacto, ela tropeçou algumas vezes mas também conseguiu e ainda me encostou duas ou 3 vezes à parede e beijou-me, aliás uma dessas vezes penso ter sido eu, chega-mos à porta que demorou um pouco a ser aberta, entre beijos e amasses, parece que o café fica adiado para amanhã de manhã, entrámos caiu-mos sobre o sofá, e rapidamente as mãos dela encontraram o caminho até as minhas costas ignorando a camisa que pediu para tirar três segundos mais tarde não sei o que me excitou mais se a cara dela enquanto o pedia, olhos semi-cerrados como quem já só procurava por tacto e a morder o lábio inferior ou se as mão dela que já me desapertavam o cinto, sei que o cinto caiu sobre a camisa e eu peguei nela ao colo e levei-a até ao quarto onde ela tirou o top, nunca usava soutien fora do trabalho não precisava são perfeitos os seus seios e no trabalho só usava porque era politica da empresa, rapidamente tomou uma posição de controlo sobre mim enquanto tirava-me as calças estava completamente molhada, notava-se pela forma como forçava os botões das minhas calças e como ficou frustrada ao não conseguir desabotoar o terceiro, desabotoei o resto das minhas calças e ela tratou das dela, já só sobravam os meus boxers e a tanga dela, nunca a tinha visto assim sempre se revelou ser um pouco tímida até na cama tal como na vida real mas hoje soltava um pouco da frustração de eu ter passado tanto tempo sem dar noticias, estava ainda no controlo e enquanto me beijava cravava as unhas no meu peito até descer com as mãos para dentro da minha roupa interior e começar a acariciar-me eu também lhe acariciava os mamilos e com a outra mão na cintura dela meio a agarrar de forma a criar alguma ilusão de controlo da minha parte, largou-me os lábios e língua, agarrou-me no pénis, desceu-me os boxers e chupou-me ora ai está algo que nunca me tinha feito também, apesar da minha insistência no passado, tive que me agarrar ao edredão com toda a minha força para me impedir de vir, ela ao ver o meu esforço pára dá uma pequena gargalhada um pouco para o cruel enquanto eu inspiro bem fundo, ela levanta-se um pouco despe a ultima peça de roupa e senta-se em cima de mim sem me dar tempo para respirar e eu agarro-me de novo com toda a minha força desta vez as barras da cabeceira da cama e esforço-me para não gritar um “Fuck” audível no bairro todo, enquanto ela começa a cavalgar, parecia faze-lo em jeito de vingança misturada com uma enorme tesão, eu por outro lado pedia a Deus por 2 segundos para respirar enquanto ela continuava com os “Yes, yes, yes” e finalmente parecia ter-se vindo, abrandou e disse-me que estava todo vermelho, respirei bem fundo, agarrei-a pela cintura e metia-a por baixo do meu corpo deitada sobre a cama como que encaixados recomeça-mos mas desta feita ao meu ritmo, sinto-a gemer enquanto acaricio o seu corpo, mamas e com pequenas mordidas na sua orelha deixo-a na mesma situação em que eu estava à pouco, agarra-se às almofadas com bastante força e enquanto a penetro, 5 minutos, 10 minutos, 30 minutos já não sinto as pernas nem toda a zona do quadril mas ela ainda geme e diz-me para não parar, 40 minutos e já não aguento mais, penso que ela já se veio algumas 5 vezes e eu estou prestes a vir-me, penetro-a o mais fundo possível e depois de me vir é que me lembro que não usámos protecção mas rapidamente rebolo para o lado e apago completamente.
12/05/2002 – Rodrigo
A cidade nunca dorme, e pelas 5 da manhã o ritmo já é acelerado, sai meio à socapa, depois ligo-lhe a explicar, agora tenho que ir até ao meu apartamento e pegar nas minhas coisas, tenho voo para Amesterdão pelas 9 horas.