terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Voar

Se eu pudesse voar, descobria a magia em mim, lembram-se daquele som do lince que aparece no album poesia urbana?

É isso mesmo, que queria voar, de modo a descobrir a poesia em mim, encontrar um novo mundo assim.

Não sei explicar porquê voar, o céu fascina-me, não por aquela sensação parva de liberdade, não por comparação com os passaros, não existe liberdade pura, logo o céu não dará liberdade nenhuma, à sempre limitações.

Acho que é um pouco a vontade de passar para lá do horizonte, para lá do que os olhos vêm, porque algures no mundo pode tar o que procuro realmente, o que é não sei, e ultimamente os meus sonhos têm sido difusos, entre aquele lar com uma familia pequena mas unida, aquela casa com vista para o lago onde vivo sozinho e passo a vida a ler livros, entre aquele ritmo frenético da cidade que me revolve a insónia e mantém-me acordado ao sono profundo da estepe de uma montanha, muitos sonhos, muitos caminhos, muito tudo, tenho-vos a dizer apenas isto, o amanhã é imprevisivel.

São sonhos, e eu não passo de um navegante perdido no seu mar, à procura de bom porto.

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