segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Está na hora

Não sei como vos agradecer, a quem me leu, a quem me ouviu, a quem chorou comigo e claro a quem celebrou. penso que este blog está quase a fazer um belo ano, é penoso fechar este ciclo, este convite para um cimbalino estende-se a todos vós, vamos beber um para e pensar, meter os pontos nos is os traços nos ts, a conversa em dia, o tête-à-tête, o face to face e isso tudo aqui, nesta mesa, neste local, neste café.

O convite estende-se e fica pelo ar, e estende-se pelo tempo, portanto a qualquer altura, vamos a isso.

Mas está na hora de fechar este cantinho, encerrar o ciclo, as vitórias, em retrospectiva menos que as derrotas, mas eu só escrevo as saborosas, as tristezas escrevo muitas, mesmo muitas.

Isto começou contigo ana e a acaba na sara, os meus ciclos amorosos, talvez as minhas musas, as musas duram pouco, hey o convite como já disse está por ai a voar, pago eu.

Obrigado por esta viagem, e os desabafos que ouviram, muito obrigado. A luta continua. Até um dia.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Leva-me

Estou tão cansado, que gostaria de imaginar que um táxi viria me levar pelo resto desta viagem, deixem-me ir, gostava tanto que o meu peso fosse suportado por esse veiculo, conduzido por alguém que não conheço e que não me conhece, com conversa fiada até ao fim da viagem, sem expectativas de nos conhecer-mos, gostava tanto, táxi leva-me daqui, tenho tanto frio, para bem longe, muito longe, mesmo muito longe, de forma a que ninguém me veja mais, me diga mais, me peça mais.

Vejo a vida pela janela deste carro, lá fora -2, cá dentro bastante agradável, pego no caderno e começo a escrever, o sr. pergunta-me o que escrevo, eu digo algo, ele fica um pouco embasbacado a olhar para mim, eu escrevinho algo sobre as folhas caídas no passeio, abandonadas mas a criarem uma bela fotografia, as pessoas passam pisam-nas, sei bem o que sentem, ninguém pega uma ou duas e as adopta como planta de andar por casa, estão secas como e é claro não dão para regar, mas também merecem um pouco de água por isso é que também chove, para terem algo um conforto e um consolo que a mãe natureza lhe concede, depois de perderem ligação tão forte com a sua mãe, nisto o condutor repete a pergunta, que escreves agora, eu respondo que escrevo sobre as folhas caídas, mas que na realidade escrevo sobre tristeza e abandono, o olhar já de si sisudo do motorista cerra mais, deve pensar que sou maluco, se talvez mude de direcção e me deixe no hospital, e eu desenho a folha, sobre a folha, saberão ser irmãs nesta página, na próxima será uma relação nova, com a tinta da caneta, com outra história, com outro escape, talvez traga umas folhas, porque também merecem, isso lembra-me para onde vou? disse apenas ao taxista para me levar daqui.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Um pouco de nada

Sem grandes apresentações, agora estou a falar com uma amiga via "SMS" sobre ideais, e como as pessoas mudam e moldam os seus através dos anos, no meio deste dialogo, os meus ideais são postos a prova, eu que sinto que os meus ideais não mudam a muito tempo, e alguém que
passamos a conhecer como o "inimigo", provou-me que um ideal básico que costumo preservar está a ser corrompido por um egoísmo, como preservar os ideais e esquecer a nossa natureza humana, errar e poder errar, notei que em palavras naturezas são moldadas e que as mesmas são destruídas, vivemos para isto construir e destruir? Não quero de maneira alguma trazer mais literatura de bolso, questões existenciais de capa da Tvguia nem nada do género, quero discutir comigo mesmo, e perguntar-me como e porquê? A busca de saber ou a busca de aceitação levou-me a tantos sítios, já gritei ideais e palavras de ordem em pé, já insultei, eu próprio já destrui sem saber ou sem querer acabamos por destruir. Mas no fim de contas, uma conclusão minimamente estranha e carregada de simplicidade, as coisas que aprendemos e interessam e que acabam por ser importantes no nosso dia-a-dia e a forma como tomamos o próximo passo são nos transmitidas de formas irónicas, de gestos contra o bom senso, de ódios e até através de discussões, não quero vir aqui armar-me em traumatizado nem em contar a minha vida pessoal por mais interessante ou desinteressante que seja, mas para terem exemplos práticos, um dia um professor de educação física disse algo que me mudou profundamente, "A nossa liberdade começa quando a do outro acaba" estranho associar isto a uma figura, extremamente musculada, que era mesmo, com filosofia de tropa aplicada a jovens de 15/16 anos e que de certa forma detestava, alguém que muda a opinião dos outros em relação a si com tal golpe de saber, a outra foi uma poesia transmitida por um professor de português com quem tinha uma pequena guerra que foi um poema de José Régio oCântico Negro algo que alterou em muito a minha maneira de ver, outra foi essa mesma amiga que me disse agora, que foi "Nem todas as perguntas, têm apenas uma resposta" é verdade e a vida não e ciência exacta, a outra foi-me transmitida por um artista Angolano, tenho duvidas que a mensagem seja original dele mas pronto e parte da sua música "Atrás do Prejuízo" de MC-K e a mensagem e tão simples que dói cantarolar "Eu vou sorrir para não chorar, vou cantar para não pensar as "Malambas" desta vida", critiquem mas na procura de um modo de vida uma conjugação de tantos é o mais viável, não vamos ao extremismo, estou-me a lixar para tudo eu mando eu faço, quero e posso, não vamos ao extremismo de vamos nos subjugar a tudo o que nos atiram pois esse não é modo de vida, agora vamos a aplicação... fica para mais tarde ;) obrigado por me terem "ouvido".

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Depressão


sentado neste sofá a minha vida mantém-se estática, irrelevante, trabalhei tanto para ser mais, mas na realidade o mundo mostra-me a cada passagem da folha que não precisa de mim, e eu morro a lutar pela minha diferença, dizem que isto é a doença do século XXI, mas eu sou séptico, duro, rijo e faço ouvidos moucos a toda esta gente inteligente que dedicou milhões de horas a esta doença, desculpem-me por isso, sei que existe, aliás estou são o suficiente para me auto-analisar e ver que esta dor que sinto por todos os segmentos do corpo não pode ser provocada por uma doença normal, sinto-me mal por estar a fugir às minha obrigações, mas não aguento mesmo, não consigo, sou um idiota por isso eu sei, e por isso peço muitas desculpas, eu sei desculpas não se pedem evitam-se... mas não sei o que fazer mesmo, este verbo tem uma vulgar predilecção no meu vocabulário. o meu corpo ressente-se estou completamente dorido, a minha energia é vaga, e a minha força parca, sou uma sombra do ser que já fui, perdi a minha felicidade algures por ai e agora troco-a por dinheiro, saúde e lágrimas e vendo isto ao desbarato completo. estou tão apático que não consigo pensar, mexer ou vaguear pelas ruas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Modelo

Hoje lembrei-me do modelo dos 5 estágios da dor de Kübler-Ross, e lembrei-me que posso muito bem estar pelo segundo, eles são:

Negação
Raiva
Negociação
Depressão
Aceitação

Desconheço no entanto se a ordem para mim se aplica, pois penso que passei pela depressão e a negociação antes da raiva, tenho uma raiva enorme, desta situação, mesmo muita, estou completamente cego, a revolta que senti hoje ao ver-te foi tanta que quase senti que explodia. Mas pronto eu acho que só me falta mais um estágio aceitação.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Pensar no que não devo

Quando chegamos à cama, e nos defrontamos com o dilema, falta de sono, pensamos em tudo, inclusive no que não devemos, é verdade, no entanto raramente penso no que não devo, claro que se pensas que o que não devo é pensar em ti, então na tua perspectiva estás correcta, na minha perspectiva, eu devo pensar em ti, devo porque tenho saudades, porque te sinto, devo porque se não pensar o que aconteceu entre nós não contou para nada, devo porque as marcas que ficam iram morrer comigo, e nada mais importante neste mundo que pensar nas cicatrizes que temos, e adquirir experiência com elas.

O que penso eu então? Nos "ses" da vida, e se, ficássemos juntos? E se te disse-se que queria uma segunda chance, e que desta vez deixaria as expectativas de lado? E se me tivesses dado barra naquela noite? E se não acontece-se? E se não fosse para o mac?

Mas depois adormeço, e do mundo dos sonhos raramente me lembro, ai sim, gostava de entrar mais vezes, saber o que sonho, talvez tivesses lá, talvez não, as poucas vezes que entrei, não vi ninguém que conhece-se, vi uma vez um homem, que me disse, "o tejo que vos une, um dia vos separará", e assim foi, o rio que nos separava tanta vez que nos obrigava a transpor-lo também ditou a nossa sentença e nos separou, com feridas em ambos para o resto da vida, mas de resto, o meu eu solitário visitou a terra dos sonhos, tantas e tantas vezes, e deixou-me lá só, e ao acordar um vazio enorme, às vezes detesto dormir sozinho, por isso mesmo, e quando o vazio me consome até as lágrimas caírem? Quem suporta o meu peso, o corpo dorido, e a alma pesada, a voz cansada, e o dia pela frente! Sou forte, por aguentar isso tudo, mas sei que não irei aguentar tudo para sempre, no outro dia perguntaram-me se tenho pressa, não, ainda tenho força, e quando não tiver? O que será de mim? Talvez sim isto seja a pergunta que mais voltas me fez dar na cama. Talvez seja isto o que não devo pensar, por isso penso em ti, porque me fazes sorrir, porque adoro quando me tocas, por isso mesmo evito ir para a cama sem sono.

Talvez este homem tenha a resposta para essa questão, "penso no que não devo"


Desculpem não vos dar nenhuma literatura real, e apenas estes pensamentos dispersos, e estes desabafos, desculpem a sério, amanhã dou-vos algo de bom para ler. Amanhã ou estão com pressa?

Cya Oyaruminasai

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Algures

E quando a saudade aperta, e quando a saudade aperta e se propaga pelo meu corpo cansado, e eu, tão cansado, não consigo lutar contra ela, que maliciosa força tem esta saudade.

Lisboa, ah capital, confusão, gente, tão só, mesmo assim tão só, capital som, trabalho, curta conversa com alguém que me ajudou muito, e voltar para esta cama, desarrumada, fria, solitária, a saudade aperta, quero um bar aberto às 4 da manhã que me sirva um irish coffee, coffe & cream, capuchino, mocachino, pintcher, whatever men, whatever, musica baixinha, uma conversa agradável, um e outro cigarro, álcool, cafés, sorrisos, sorrisos perdidos, piadas parvas, silencio feliz, olho à minha volta e todos sorriem apesar do silencio parvo que se instala, e a saudade aperta cada vez mais, precisava de novo disto, dinheiro não é problema eu pago, pagas tu, pagamos a meias, noite de insónia, 115, o ser mais inteligente que alguma vez conheci, conversa prolonga-se, MBox, Santiago, Santos, Bairro, Expo, já fui a tantos sítios, conversas sem nexo numa esplanada do rossio, o castelo, e agora o teu doce beijo, a forma como me agarravas, o teu abraço, saudade, e eu nesta cama fria, solitário, sei que vocês se riem no mesmo bar de sempre, x, sei que agora começa o teu dia, escreves a raiva, andas por ai, mais uma noite de trabalho, já sem os lugares onde o som nos invadia, sem o castelo, sem a baixa e o rossio, sei que estás onde pertences, onde és feliz, eu estou aqui, perdido nestas letras, que também são minhas apesar de vos dar estas frases de bom grado, perdido, algures existe luz que me encandeie e me leve para outro lugar que outro dia mais tarde, me dê um aperto no coração, faltou aquele abraço, faltou aquele abraço.... esperar que a cama me envolva e me transporte para a terra dos sonhos onde todos somos felizes....

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Voar

Se eu pudesse voar, descobria a magia em mim, lembram-se daquele som do lince que aparece no album poesia urbana?

É isso mesmo, que queria voar, de modo a descobrir a poesia em mim, encontrar um novo mundo assim.

Não sei explicar porquê voar, o céu fascina-me, não por aquela sensação parva de liberdade, não por comparação com os passaros, não existe liberdade pura, logo o céu não dará liberdade nenhuma, à sempre limitações.

Acho que é um pouco a vontade de passar para lá do horizonte, para lá do que os olhos vêm, porque algures no mundo pode tar o que procuro realmente, o que é não sei, e ultimamente os meus sonhos têm sido difusos, entre aquele lar com uma familia pequena mas unida, aquela casa com vista para o lago onde vivo sozinho e passo a vida a ler livros, entre aquele ritmo frenético da cidade que me revolve a insónia e mantém-me acordado ao sono profundo da estepe de uma montanha, muitos sonhos, muitos caminhos, muito tudo, tenho-vos a dizer apenas isto, o amanhã é imprevisivel.

São sonhos, e eu não passo de um navegante perdido no seu mar, à procura de bom porto.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Abrir mão....

Abrir mão, uma e outra vez... E mais outra.... E mais outra..... E a cada rodada deixar cada vez mais de mim, cada vez mais, e mais, e mais, e mais, até não restar nada, eu já não me reconheço, quem é este idiota amorfo, cara pálida, sorriso descaido, que me enfrenta todos os dias no espelho, onde estás? onde estou? gostava de me voltar a encontrar, gostava de ver de novo aquele por do sol, sentir a calma de uma voz que nos afaga noite fora, recuperar-me, para isso preciso de ajuda, preciso de encontrar a felicidade, não estou com pressa, mas adoro a sensação de não estar só, ter um abraço onde voltar, um abraço onde acordar, mas o que tenho eu a dar? o corpinho do Diogo de 16 anos? não, a alegria quase contagiante do de 6? não, a inteligência sensata do de 20? não, perdi-me, perdi-me muito, desapareci, agora no meu lugar está alguém que segue outra pessoa em medo da perder, que é isto? um idiota chapado, uma alma burra, sem noção do seu valor, sem nada, um gajo que fica de mau humor e só por isso todos os que o rodeiam pagam? Este idiota olha-me com aqueles olhos de carneiro mal morto todos os dias ao espelho, e eu só me apetece agarrar no taco de baseball e espancá-lo até a morte, devia morrer, devia morrer, idiota de merda, cabrão, onde deixei a minha ultima parte? só posso ter perdido a minha ultima parte agora, porque nunca me odiei tanto, e por falta de coragem tenho que viver assim, foda-se, com esta imagem que eu não sou, onde deixei a minha ultima parte? Se alguém viu partes de mim por favor importa-se de mas devolver? Obrigado....É que ando farto de abrir mão daquilo que gosto, ando mesmo farto de abrir a minha mão ao que adoro, de largar e nunca mais olhar para trás, estou tão cansado disso, e já abri mão de tanto, tanta coisa que me fazia feliz, e continuo a tentar achar substitutos para essas coisas que não posso ter, e acabo por me ferrar mais, não criar expectativas quando se tem tão pouco é dificil, muito dificil... A sério, eu não tenho o que tu tens, não tenho onde voltar, o que me espera todas as noites é uma casa vazia, ou com alguém que não chega para me aquecer, e todos os raios de sol para mim são poucos, e eu tento agarra-los a todos, com toda a minha força, e quando esses raios desaparecem, eu caio sem ter onde me agarrar, eu não queria criar expectativas, mas este ser, agarrou-se demasiado, e assim fiquei... Desculpa.... A sério se virem por ai pedaços de mim, devolvam preciso tanto deles..... Ficam então com o dedicado à pessoa com quem deixei a minha maior fatia.... directamente do meu primeiro livro...

Prefácio do primeiro capitulo: Sinto a tua falta
Sinto a tua falta, nas noites sem fim, naquelas em que não consigo dormir, sinto a tua falta, para te chatear, para te acordar, ouvir-te resmungar, para me sentir vivo e morrer por te magoar, sinto a tua falta, por que me sinto culpado, pisei-te quando devia ter-te erguido até ao pedestal, sinto a tua falta, por que me sinto sozinho e a melancolia mata-me a alma, sinto a tua falta, porque a religião é medrosa e porque eu sou infiel, sinto a tua falta porque a vida me maltrata todos os dias, sinto a tua falta, porque o tempo que passei sem te ver pareceu mais que anos, mais que dias, mais que horas, pareceu mais infinito eterno, pareceu tortura, pareceu a voz do erro no constante sussurrar do enumerar dos erros, erro 1, erro 2, quero ir onde vais, e navegar na tua sombra, na espera constante que me protejas que digas aos meus demónios que estão errados quando dizem o que não consigo fazer, quero que lhes digas que não, NÃO, ele consegue, eu acredito, quero que me mostres o orgulho, oh doce orgulho, mesmo quando nada de especial fiz, sinto a tua falta, morto dentro de mim, por te ter magoado, aceitei há muito o real valor do verbo desculpar, aceitei há muito não o dizer mais e antes o evitar, mas quando não consigo esquivar a mortal predilecção que a sua conjugação tem nas minhas frases, apenas digo sinto a tua falta.



domingo, 5 de dezembro de 2010

Quero

Tantas histórias de amor, tantos livros sobre o tema, e ninguém chega a uma única conclusão, a não ser claro que existe mas depende da forma como o experencia-mos.

Olá. - Diz a menina ao rapaz.

Olá. - Diz ele mirando a bola de futebol invés dela.

Nunca largas essa bola, porquê?

Eu largo-a sim, mas porque tem que ser, já nem na sala posso tar ao pé da bola.

É o teu castigo, é normal, portas-te mal.

Oh.
E o que fazes quando não tens a bola?

Vejo-te.

Vez-me?

Sim.

Porque me vês tu?

Não sei, acho que és....... - envergonhado o rapaz, reage rematando a bola contra a parede.

O que achas que sou? Não digas marrona.

Não, não é isso, sério.

Então.

Acho-te linda, tás contente agora?

Ele foge bola debaixo do braço sem saber onde ir, ela fica sem jeito, mira a parede com a marca da bola molhada e corre atrás dele.

OLHAAAAAAAAAAAAAAAAA. - Diz ela gritando.

Sim?

Como me podes achar linda se tás sempre a olhar para a bola?

Quando não posso ver a bola, vejo-te a ti, e reparo.

Mas gostas mais de quem? De mim ou da Bola?

Da bola, mas também gosto de ti, senão estaria atento à aula, e não a ti!

E quando eu quiser te dar um beijinho onde fica a bola.

A bola ficará aos nossos pés, para sentir-mos bem melhor.

Um beijinho suave acontece.

Na simplicidade deles o amor acontece mesmo que outros amores existam, e se ama-mos aprende-mos a respeitar isso, amar algo diferente não significa que nao se ame alguém apenas que ama-mos a duplicar, e com isso o nosso coração cresce.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Levemente

e levemente o sol aquece-me, mas nada que se assemelhe ao teu abraço, nada que se assemelhe à tua presença, o sol aquece-me tão pouco, e eu já não quero saber de mais nada, mesmo mais nada, nem de mim, não quero saber, quero ser eu, quero ser eu a sorrir, mais uma e outra vez, quero que me leiam como eu sou, realmente, realmente sou assim, talvez seja um raio de sol, e não te aqueça, talvez, não sei, e já perdi demasiadas horas a pensar o que pensas tu de mim, o que penso eu de mim? Penso que não sou eu, triste, derrotado e deprimido. Não sou assim, nem por um momento que seja, nem por um momento, a sério.

Hoje apetece-me ser poeta... Perdoem-me se tiver um pouco bah...

Longe de mim, do ser
que me considero ser
sem saber
sem te dizer
se tudo volta-se atrás
eu deixaria de olhar por trás
do que espero encontrar
passaria a facilitar
perdido sem lugar
para chamar-me a mim,
a ti,

Ligas o tempo ao momento
sem saber tento
ser mais do que sou
e para onde vou
passo a passo
caminhada longa mas eu não atraso
pega-me nas pontas que restam inteiras
e reconstroi-me
pois já me ergui em fileiras
e em trincheiras
de outros nomes

supera os pormenores
e recupera a silhueta
alma incerta
e às tantas descoberta
ser eu é difícil
ás vezes sinto-me inútil
abalado
compenetrado
na vida que levo
mas eu não sou servo
sou chefe de mim
e porque te quero
e desejo
sou eu que o decide
sou eu quem existe........

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Noite


E assim acaba esta noite.... EXELENTEEEEEEEEEEEEEEEEE novas caras abrilhantam a minha vida.... MUITO OBRIGADO....

Na noite, a lua oscila entre mim e o meu ser, aquele que não conheço e ele desconhece-me, perde-me de vista apesar de tão perto estar, ouvi dizer que as amizades cultivam-se, e regam-se com palavras, então eu já farto de as deixar morrer, por falta de aptidão para jardinagem, vou regá-las, o suficiente para crescerem, para florescerem... começo a achar que vou ficar por cá, começo a pensar em cá ficar, arriscar e sonhar, e eu sempre fui um sonhador, e a lua sabe-o, capaz de tanto e ás vezes tão pouco faço, capaz, muito capaz, e ás vezes, nada, a lua viu-me em várias noites a mudar de rumo, um dia futebol, outro rádio e música, e ainda imagens e brincar com elas, computadores, electrónica, sou capaz de tanto, arghhhhhhhhhhhhhhhhh ás vezes sou um idiota que nada faz, sinto que ás vezes preciso que alguém me foda a cabeça e me enquine para um caminho, arghhhhhhhhhhhh, adoro o mundo e mesmo assim ás vezes sou capaz de o odiar, adoro aqueles que me rodeiam e ás vezes sou capaz de os tratar mal, sou um idiota, bahhhh, e aqueles que passaram pela minha vida, também os adoro, mas ás vezes esqueço-me, ás vezes desejo que me gritem que me insultem para saber que estão xateados com o que faço mal, desejo que o façam mais vezes, deixem-me de rastos, vá-la para saber....... força............ façam-no eu encorajo-vos, para que saia desta casca amorfa, foda-se.................................

A noite já me amou, mas também me deixou, tal como a lua e todos os seus astros, agora desejo por mais um beijo teu lua, que me abençoes com a tua força.

Se o mundo acabar amanhã, sou feliz, tive uma noite espectacular, cheguei a casa duas miúdas brutais e ainda me lembro do teu mais maravilhoso beijo. E recordo-me de todos os que passaram. BAHHHHHHHHHHHHHHHHH sou um abençoado, porque raio me porto como um puto mimado? bahhhhhhhhh

Boas noites a todos.... obrigado........

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Homem

Sem aquela inspiração provocada pela lua... mente vaga e vazia... deixo-vos com o homem, pequeno conto que escrevi.

Deixo aqui o link para este e outros livros meus...

Deixo por aqui também um link para degustarem... é de alguém que um dia já me fez escrever sobre si, e a razão deste meu blog existir... Não me ofereçam flores... o blog é fantástico... sabe bem ler o que é bom....

Do edifício mais alto, coberto de insónia, fixa o homem a bruma das ruas, o atabalhoado trotear das gentes, fixa não por querer ver mas sim porque tal fadiga o mata, e ele fixa, na tentativa de dormir, descansado, só mais uma vez.

Na terra em que vivemos, nesta terra, existe um homem, aliás vários homens, que há noite olham por nós, dos edifícios mais altos, dizem que eles próprios construíram, mas é mentira, pagaram a outros homens, e máquinas, e mulheres para os fazerem, estes os homens que estão lá no topo, estão apenas lá porque o sono não lhes toca, são brilhantes, tal como as estrelas, mas querem sempre mais, mais brilho, como o sol, muito mais, para que na sua retaguarda nunca se veja sombra apenas mais luz, estes homens a quem o sono não toca, têm responsabilidade, em relação a todos, mas mais que tudo em relação ao capital, é o que chamam ao dinheiro, eles pensam em formas de fazer mais, eu que olho, com olhos de sonhador, para o alto dos seus edifícios penso que é preciso apenas, papel e uma máquina muito especial para fazer mais dinheiro, tal como tinta, mas eles não eles querem fazer mais sem papel, usam máquinas, e esquemas, mas muitas vezes máquinas, com muitos números, que se enrolam noutros números e dão números maiores, hoje a insónia debate numerários astronómicos, como o sol ou as estrelas, é por isso que vivem em majestosas torres, querem estar mais perto dos astros que tentam encandear com o próprio brilhantismo.

Hoje ele olha em busca de ideias, mas morre de sono, com medo que uma jogada errada os faça cair de tal torre, feita por eles, ou paga por eles, eles podem cair, como anjos sem asas, desamparados, caídos de cadeirão tão elevado que trespassa nuvens e toca o limite do céu, a fronteira entre o que é terrestre e o que ao vácuo impiedoso do espaço pertence.

As ideias deste ser custam dinheiro, a outros, a todos, por isso ele existe, é filho sem pai, sem mãe, é órfão adoptado por impiedoso capital, razão de viver, crescer mais alto que os outros para então cair, do cimo, sim porque este homem hoje consumido pelo sono e insónia luta por lugar em tal monte Olimpo, luta contra as suas próprias dores para nunca mais voltar a pisar o chão, luta, tal como nós que navegamos sobre a terra, trabalhamos para que ele possa ter ideias, trabalhamos para que ele não tenha que descer de seu pedestal, trabalhamos por mais que comida, água ou electricidade, trabalhamos para pequenos espasmos da vida lá em cima, por vislumbres da vista de tal ser, sem medo da subida ou da queda, mas ele que já está há tanto tempo lá em cima teme, teme por relembrar a tenebrosa relação com a gravidade, e ela ninguém lhe escapa, e tu não serás excepção, ó ser.

Cais-te.

Do edifício mais alto, coberto de insónia, fixa o homem a bruma das ruas, o atabalhoado trotear das gentes, fixa não por querer ver mas sim porque tal fadiga o mata, e ele fixa, na tentativa de dormir, descansado, só mais uma vez.

Homem, eu já vi muitos como tu cair, agora abandonados pelas ruas que caminho com honra de ser humano, pedem perdão e rastejam, puxados pela gravidade, pela realidade, pela terra, pela lama, pela areia e pela pedra que cobre os labirintos citadinos.

Não temas, homem, não temas, porque eu, ser que vez de cima, e eu que te olho de volta cá debaixo, estender-te-ei a mão e levantar-te-ei, ajudando-te a sacudir o pó que te cobre, e dir-te-ei que até os anjos caem.

C’est Fini.