sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Algures

E quando a saudade aperta, e quando a saudade aperta e se propaga pelo meu corpo cansado, e eu, tão cansado, não consigo lutar contra ela, que maliciosa força tem esta saudade.

Lisboa, ah capital, confusão, gente, tão só, mesmo assim tão só, capital som, trabalho, curta conversa com alguém que me ajudou muito, e voltar para esta cama, desarrumada, fria, solitária, a saudade aperta, quero um bar aberto às 4 da manhã que me sirva um irish coffee, coffe & cream, capuchino, mocachino, pintcher, whatever men, whatever, musica baixinha, uma conversa agradável, um e outro cigarro, álcool, cafés, sorrisos, sorrisos perdidos, piadas parvas, silencio feliz, olho à minha volta e todos sorriem apesar do silencio parvo que se instala, e a saudade aperta cada vez mais, precisava de novo disto, dinheiro não é problema eu pago, pagas tu, pagamos a meias, noite de insónia, 115, o ser mais inteligente que alguma vez conheci, conversa prolonga-se, MBox, Santiago, Santos, Bairro, Expo, já fui a tantos sítios, conversas sem nexo numa esplanada do rossio, o castelo, e agora o teu doce beijo, a forma como me agarravas, o teu abraço, saudade, e eu nesta cama fria, solitário, sei que vocês se riem no mesmo bar de sempre, x, sei que agora começa o teu dia, escreves a raiva, andas por ai, mais uma noite de trabalho, já sem os lugares onde o som nos invadia, sem o castelo, sem a baixa e o rossio, sei que estás onde pertences, onde és feliz, eu estou aqui, perdido nestas letras, que também são minhas apesar de vos dar estas frases de bom grado, perdido, algures existe luz que me encandeie e me leve para outro lugar que outro dia mais tarde, me dê um aperto no coração, faltou aquele abraço, faltou aquele abraço.... esperar que a cama me envolva e me transporte para a terra dos sonhos onde todos somos felizes....

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