segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Está na hora

Não sei como vos agradecer, a quem me leu, a quem me ouviu, a quem chorou comigo e claro a quem celebrou. penso que este blog está quase a fazer um belo ano, é penoso fechar este ciclo, este convite para um cimbalino estende-se a todos vós, vamos beber um para e pensar, meter os pontos nos is os traços nos ts, a conversa em dia, o tête-à-tête, o face to face e isso tudo aqui, nesta mesa, neste local, neste café.

O convite estende-se e fica pelo ar, e estende-se pelo tempo, portanto a qualquer altura, vamos a isso.

Mas está na hora de fechar este cantinho, encerrar o ciclo, as vitórias, em retrospectiva menos que as derrotas, mas eu só escrevo as saborosas, as tristezas escrevo muitas, mesmo muitas.

Isto começou contigo ana e a acaba na sara, os meus ciclos amorosos, talvez as minhas musas, as musas duram pouco, hey o convite como já disse está por ai a voar, pago eu.

Obrigado por esta viagem, e os desabafos que ouviram, muito obrigado. A luta continua. Até um dia.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Leva-me

Estou tão cansado, que gostaria de imaginar que um táxi viria me levar pelo resto desta viagem, deixem-me ir, gostava tanto que o meu peso fosse suportado por esse veiculo, conduzido por alguém que não conheço e que não me conhece, com conversa fiada até ao fim da viagem, sem expectativas de nos conhecer-mos, gostava tanto, táxi leva-me daqui, tenho tanto frio, para bem longe, muito longe, mesmo muito longe, de forma a que ninguém me veja mais, me diga mais, me peça mais.

Vejo a vida pela janela deste carro, lá fora -2, cá dentro bastante agradável, pego no caderno e começo a escrever, o sr. pergunta-me o que escrevo, eu digo algo, ele fica um pouco embasbacado a olhar para mim, eu escrevinho algo sobre as folhas caídas no passeio, abandonadas mas a criarem uma bela fotografia, as pessoas passam pisam-nas, sei bem o que sentem, ninguém pega uma ou duas e as adopta como planta de andar por casa, estão secas como e é claro não dão para regar, mas também merecem um pouco de água por isso é que também chove, para terem algo um conforto e um consolo que a mãe natureza lhe concede, depois de perderem ligação tão forte com a sua mãe, nisto o condutor repete a pergunta, que escreves agora, eu respondo que escrevo sobre as folhas caídas, mas que na realidade escrevo sobre tristeza e abandono, o olhar já de si sisudo do motorista cerra mais, deve pensar que sou maluco, se talvez mude de direcção e me deixe no hospital, e eu desenho a folha, sobre a folha, saberão ser irmãs nesta página, na próxima será uma relação nova, com a tinta da caneta, com outra história, com outro escape, talvez traga umas folhas, porque também merecem, isso lembra-me para onde vou? disse apenas ao taxista para me levar daqui.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Um pouco de nada

Sem grandes apresentações, agora estou a falar com uma amiga via "SMS" sobre ideais, e como as pessoas mudam e moldam os seus através dos anos, no meio deste dialogo, os meus ideais são postos a prova, eu que sinto que os meus ideais não mudam a muito tempo, e alguém que
passamos a conhecer como o "inimigo", provou-me que um ideal básico que costumo preservar está a ser corrompido por um egoísmo, como preservar os ideais e esquecer a nossa natureza humana, errar e poder errar, notei que em palavras naturezas são moldadas e que as mesmas são destruídas, vivemos para isto construir e destruir? Não quero de maneira alguma trazer mais literatura de bolso, questões existenciais de capa da Tvguia nem nada do género, quero discutir comigo mesmo, e perguntar-me como e porquê? A busca de saber ou a busca de aceitação levou-me a tantos sítios, já gritei ideais e palavras de ordem em pé, já insultei, eu próprio já destrui sem saber ou sem querer acabamos por destruir. Mas no fim de contas, uma conclusão minimamente estranha e carregada de simplicidade, as coisas que aprendemos e interessam e que acabam por ser importantes no nosso dia-a-dia e a forma como tomamos o próximo passo são nos transmitidas de formas irónicas, de gestos contra o bom senso, de ódios e até através de discussões, não quero vir aqui armar-me em traumatizado nem em contar a minha vida pessoal por mais interessante ou desinteressante que seja, mas para terem exemplos práticos, um dia um professor de educação física disse algo que me mudou profundamente, "A nossa liberdade começa quando a do outro acaba" estranho associar isto a uma figura, extremamente musculada, que era mesmo, com filosofia de tropa aplicada a jovens de 15/16 anos e que de certa forma detestava, alguém que muda a opinião dos outros em relação a si com tal golpe de saber, a outra foi uma poesia transmitida por um professor de português com quem tinha uma pequena guerra que foi um poema de José Régio oCântico Negro algo que alterou em muito a minha maneira de ver, outra foi essa mesma amiga que me disse agora, que foi "Nem todas as perguntas, têm apenas uma resposta" é verdade e a vida não e ciência exacta, a outra foi-me transmitida por um artista Angolano, tenho duvidas que a mensagem seja original dele mas pronto e parte da sua música "Atrás do Prejuízo" de MC-K e a mensagem e tão simples que dói cantarolar "Eu vou sorrir para não chorar, vou cantar para não pensar as "Malambas" desta vida", critiquem mas na procura de um modo de vida uma conjugação de tantos é o mais viável, não vamos ao extremismo, estou-me a lixar para tudo eu mando eu faço, quero e posso, não vamos ao extremismo de vamos nos subjugar a tudo o que nos atiram pois esse não é modo de vida, agora vamos a aplicação... fica para mais tarde ;) obrigado por me terem "ouvido".

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Depressão


sentado neste sofá a minha vida mantém-se estática, irrelevante, trabalhei tanto para ser mais, mas na realidade o mundo mostra-me a cada passagem da folha que não precisa de mim, e eu morro a lutar pela minha diferença, dizem que isto é a doença do século XXI, mas eu sou séptico, duro, rijo e faço ouvidos moucos a toda esta gente inteligente que dedicou milhões de horas a esta doença, desculpem-me por isso, sei que existe, aliás estou são o suficiente para me auto-analisar e ver que esta dor que sinto por todos os segmentos do corpo não pode ser provocada por uma doença normal, sinto-me mal por estar a fugir às minha obrigações, mas não aguento mesmo, não consigo, sou um idiota por isso eu sei, e por isso peço muitas desculpas, eu sei desculpas não se pedem evitam-se... mas não sei o que fazer mesmo, este verbo tem uma vulgar predilecção no meu vocabulário. o meu corpo ressente-se estou completamente dorido, a minha energia é vaga, e a minha força parca, sou uma sombra do ser que já fui, perdi a minha felicidade algures por ai e agora troco-a por dinheiro, saúde e lágrimas e vendo isto ao desbarato completo. estou tão apático que não consigo pensar, mexer ou vaguear pelas ruas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Modelo

Hoje lembrei-me do modelo dos 5 estágios da dor de Kübler-Ross, e lembrei-me que posso muito bem estar pelo segundo, eles são:

Negação
Raiva
Negociação
Depressão
Aceitação

Desconheço no entanto se a ordem para mim se aplica, pois penso que passei pela depressão e a negociação antes da raiva, tenho uma raiva enorme, desta situação, mesmo muita, estou completamente cego, a revolta que senti hoje ao ver-te foi tanta que quase senti que explodia. Mas pronto eu acho que só me falta mais um estágio aceitação.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Pensar no que não devo

Quando chegamos à cama, e nos defrontamos com o dilema, falta de sono, pensamos em tudo, inclusive no que não devemos, é verdade, no entanto raramente penso no que não devo, claro que se pensas que o que não devo é pensar em ti, então na tua perspectiva estás correcta, na minha perspectiva, eu devo pensar em ti, devo porque tenho saudades, porque te sinto, devo porque se não pensar o que aconteceu entre nós não contou para nada, devo porque as marcas que ficam iram morrer comigo, e nada mais importante neste mundo que pensar nas cicatrizes que temos, e adquirir experiência com elas.

O que penso eu então? Nos "ses" da vida, e se, ficássemos juntos? E se te disse-se que queria uma segunda chance, e que desta vez deixaria as expectativas de lado? E se me tivesses dado barra naquela noite? E se não acontece-se? E se não fosse para o mac?

Mas depois adormeço, e do mundo dos sonhos raramente me lembro, ai sim, gostava de entrar mais vezes, saber o que sonho, talvez tivesses lá, talvez não, as poucas vezes que entrei, não vi ninguém que conhece-se, vi uma vez um homem, que me disse, "o tejo que vos une, um dia vos separará", e assim foi, o rio que nos separava tanta vez que nos obrigava a transpor-lo também ditou a nossa sentença e nos separou, com feridas em ambos para o resto da vida, mas de resto, o meu eu solitário visitou a terra dos sonhos, tantas e tantas vezes, e deixou-me lá só, e ao acordar um vazio enorme, às vezes detesto dormir sozinho, por isso mesmo, e quando o vazio me consome até as lágrimas caírem? Quem suporta o meu peso, o corpo dorido, e a alma pesada, a voz cansada, e o dia pela frente! Sou forte, por aguentar isso tudo, mas sei que não irei aguentar tudo para sempre, no outro dia perguntaram-me se tenho pressa, não, ainda tenho força, e quando não tiver? O que será de mim? Talvez sim isto seja a pergunta que mais voltas me fez dar na cama. Talvez seja isto o que não devo pensar, por isso penso em ti, porque me fazes sorrir, porque adoro quando me tocas, por isso mesmo evito ir para a cama sem sono.

Talvez este homem tenha a resposta para essa questão, "penso no que não devo"


Desculpem não vos dar nenhuma literatura real, e apenas estes pensamentos dispersos, e estes desabafos, desculpem a sério, amanhã dou-vos algo de bom para ler. Amanhã ou estão com pressa?

Cya Oyaruminasai

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Algures

E quando a saudade aperta, e quando a saudade aperta e se propaga pelo meu corpo cansado, e eu, tão cansado, não consigo lutar contra ela, que maliciosa força tem esta saudade.

Lisboa, ah capital, confusão, gente, tão só, mesmo assim tão só, capital som, trabalho, curta conversa com alguém que me ajudou muito, e voltar para esta cama, desarrumada, fria, solitária, a saudade aperta, quero um bar aberto às 4 da manhã que me sirva um irish coffee, coffe & cream, capuchino, mocachino, pintcher, whatever men, whatever, musica baixinha, uma conversa agradável, um e outro cigarro, álcool, cafés, sorrisos, sorrisos perdidos, piadas parvas, silencio feliz, olho à minha volta e todos sorriem apesar do silencio parvo que se instala, e a saudade aperta cada vez mais, precisava de novo disto, dinheiro não é problema eu pago, pagas tu, pagamos a meias, noite de insónia, 115, o ser mais inteligente que alguma vez conheci, conversa prolonga-se, MBox, Santiago, Santos, Bairro, Expo, já fui a tantos sítios, conversas sem nexo numa esplanada do rossio, o castelo, e agora o teu doce beijo, a forma como me agarravas, o teu abraço, saudade, e eu nesta cama fria, solitário, sei que vocês se riem no mesmo bar de sempre, x, sei que agora começa o teu dia, escreves a raiva, andas por ai, mais uma noite de trabalho, já sem os lugares onde o som nos invadia, sem o castelo, sem a baixa e o rossio, sei que estás onde pertences, onde és feliz, eu estou aqui, perdido nestas letras, que também são minhas apesar de vos dar estas frases de bom grado, perdido, algures existe luz que me encandeie e me leve para outro lugar que outro dia mais tarde, me dê um aperto no coração, faltou aquele abraço, faltou aquele abraço.... esperar que a cama me envolva e me transporte para a terra dos sonhos onde todos somos felizes....