Sinceramente não sei bem o que escrever. Perco-me em palavras cujo o sentido é difuso e quase obligerante, como amor, o que é essa merda que defendo com unhas e dentes ao ponto de rejeitar a presença de outras mulheres no meu beijo, na minha cama, ao ponto de não esquecer, a sério que merda é esta que me fode a cabeça sabendo que a culpa não é minha, essa culpa que me entregas numa raiva orgulhosa que te cega e impede de ver que preciso de carinho e não de um sermão mal amanhado? Por que amas tanto essa raiva? Mas também que merda de pergunta a minha eu nem sei o que é o amor... Neste momento completamete subordinado do mundo reparo que estou sozinho e que me seria útil alguém para preencher o muito espaço vazio na cama, para destronar o meu caminhar solitário e torná-lo uma experiência a dois, dava-me jeito um abraço verdadeiro ao chegar a casa, um beijo molhado para acalmar o meu corpo esgotado, sexo, o movimento caloroso de dois corpos que se desejam, sinto falta disso...
Fazes-me tanta falta miuda... Mas nao quero dor, culpa ou ressentimento. Um dia talvez na rua nos ultrapasse-mos como desconhecidos íntimos, por enquanto decido não me dar a ninguém, estou impróprio para consumo, ninguém merece nada estragado e eu estou em farrapos...... Ao céu azul adeus, venha a chuva conceder a minha alma uma correspondencia monocromática que se mantém firme em mim.
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